terça-feira, 29 de outubro de 2013

ESPELHO

Se a tristeza, fosse um espelho:
-À muito que a vida.
Tinha abandonado
Mas o espelho,reflecte ,a imagem
Nua e crua,que somos
Pela qual tanto lutamos
Por isso aqui estamos.
Partam-se,os espelhos...!!
Vamos à realidade:
-Se feio és,não adianta
Embelezares teus pés
Quando chegares à cabeça
Estás gasto e de novo
Tens que voltar,aos pés
Por isso,te digo :
-Assume,sê tal qual como és
Assim,evitarás de levares
Tantos pontapés

domingo, 27 de outubro de 2013

O AMOR DE FERNANDA ...

Mulher de gabarito eu conheci
Sem conhecer!!
Mas,perante seu parecer
Grande mulher a mim veio ter
Sem filhos para aturar
Os dos outros,veio a amar
Solidariedade,dizeis vós!!
Amor e carinho pelo próximo digo eu
Assim aconteceu:;
-A Fernanda a França foi parar
E até casar
Para filhos dos outros,aturar e até amar
Grande ser!!
Como imigrante,até podia fazer:
-Trabalhar,conquistar e regressar
Mas a pureza do seu ser
Falou mais alto...
Numa instituição entrou e logo pensou!!
À que ama-los,respeita-los
Por eles tudo farei,para que eu me sinta
Um bem de ser,sem que pense
Que alguém meu trabalho .
Venha a reconhecer...

SOLITÁRIO

Aqui estou eu sentado
Farto de pensar
Mais uma noite,igual ao dia
De alma vazia
Começo a habituar-me
Sempre na esperança de vir a amar
Quanto carinho alguém já me deu
Mas,falta o consolo no coração
Fernanda,Fernanda,minha irmã!
Tanto comigo te preocupas
Nada podes fazer....
É a sina do poeta
Por este mundo vaguear
À espera de morrer
Sem que alguém o possa socorrer
Assim ade ser enterrado
Como simples cria que morre ao nascer
Sem o amor dos seus,chegar a conhecer

sábado, 26 de outubro de 2013

VIDA DORMENTE

Quem se deita e levanta
Seu mal espanta
Pobre,daquele que não se deita
Nem um pouco de descanso tem
À média luz e acompanhado do nada
Só e com o silêncio,cá está ele
Cansado por dentro,folgado por fora
Pergunto eu:
-Quando para esta nora?
O pouco descanso,para mim é muito
O longo descanso,para vós é pouco
Como definir?
Será que sou eu que estou louco?
Ou será que vós não sabeis dormir?
Mas de qualquer modo
Sois felizes,pois acordais a sorrir

É MEU DIA

Acordei feliz!
Hoje não vou sair de casa
Descer subir,até ao jardim ir
Serei feliz...
Pois direi ao,José Augusto que amo o poeta
E ao poeta,que hoje nem que seja só hoje
Amo o José Augusto
Penso que tudo vai correr em harmonia
Um copo,uma flor,um poema
E José Augusto,no meio desta harmonia
Com musica,sem que toque
Meu coração,vai sentir alegria
Para que o sentimento não venha
Ou,qualquer estribilho
Estragar este brilho
Entre o poeta e José Augusto
É dia de reconciliação
Por isso,este dia encherá meu coração


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

STª ANA

Quem,compreende o poeta?
Eu respondo:
-Quase ninguém!!
Mas pergunto,porque vos aproximais dele?
Se o perigo é evidente!!
Quereis ser conhecidos pela desgraça
Do sentimento e da proeza de quem escreve
Só um,poeta entende outro poeta
Só um doutor entende outro doutor um psicólogo
Outro psicólogo etc.
Porquê querer fazer parte dos loucos
Como muitos de vós nos chamais?
Na verdade vos digo
É preciso conhece-los,se possível ama-los
Para que não vos arrependeis
Só assim a estes seres vos habituareis
Tal qual como STa Ana
Que nada tinha e tanto deu.
O poeta consolou,o doutor respeitou
E o psicólogo consagrou.
Ana STa ou não a recordocom consolação
Tantas vezes sentada sem nada dizer
Tanto dizia
,Para, só mais tarde alguém
Reconhecer e dizer:
-Quanto ela valia!!

OLHAR DE DESDÉM

Diz o povo:
-Quem não chora,não mama.
Na verdade vos digo:
-Quanto já alguém chorou e nada mamou
Olhos melancólicos e até turvos do choro
A olhar e bem ,para quem comia bem
De repente alguém disse:
-Sai daqui garoto,não vês que estamos a comer?
Era o filho da Maria
Mulher,a quem aos ricos dava serventia
Sem que nada Maria pude-se fazer
Perante seu filho,com lágrimas nos olhos
E seu sustento não perder
Teve que dizer:
-Garoto sai daqui,não vês os Senhores a comer?
O garoto,respondeu:
-Tira teu avental e teu filho vem alimentar.
Comeremos ervas selvagens,frutos agrestes
Mas amar-te-hei e tu me amarás
Mesmo que não tenhamos vestes
Vem mãe,ama-me e eu te amarei
Tu és,todo meu ser e eu o teu rei.

RECORDAR É VIVER

Mais um dia de folga
Sai de casa para uma volta dar
Sem o trajecto planear
E sem hora para voltar
A Sesimbra foi parar
Quando ali chegou ,o carro estacionou
Logo deu consigo a pensar
Nos momentos que com alguém ali passou
Sem saber como,no Lobo do Mar entrou
Seu coração gelou
Quando o Xavier cumprimentou
Eele por alguém perguntou
A saudade aumentou
Por tudo que ali com alguém passou
Depois foi ver o mar
Como antes faziam,nas noites de luar
Seus olhos húmidos,ficaram
As lágrimas,no seu rosto rolaram
Misturando-se com a água do mar
Ao seu rosto lavar
Recordando seu amor perdido
Que na sua vida fez tanto sentido


PENDORADO

Aqui estou eu pendurado
Como um simples casaco
À espera que alguém o vista
Passei a noite,já é dia
Nada vi,nem ao meu encontro veio
O meu desejo
Cego eu sou, na noite e no dia
Que faço?
Para onde partir?
Melhor será,esperar até anoitecer
E de cansaço me esquecer
Sinto um sorriso nos lábios
Coração apertado,não sei!
Se o sorriso,vem de alguém
E o aperto no coração
Se será de dor ou desdém

O DESVALIDO

Pena é que a voz,do desvalido
Não seja,ouvida e considerada
Levai-lo a pensar :
-Nada sou,nem sei para onde vou...
Baralhado,pelo desprezo
E pelas águas,de correntes turvas
Sem saber quando tem pé
Fica humildemente sentado
À espera que alguém o ouça
Na esperança,de ser considerado
Respeitado e quem sabe até amado
:

sábado, 19 de outubro de 2013

TEMPO PERDIDO

Vivi de ilusões,ainda hoje não sei
Enquanto o fiz,perdi tempo
E amigos pensando que ganhava
Hoje assumo,ser o fruto de uma simples silva
Por sorte sem picos,que possam picar alguém
Sou um homem sem peso,ou medida
Nunca sei quando me levanto
Ou até onde o vento me leva
Hoje vivo assim:
Se tenho como,se não tenho não como
Tal qual um ser que vive na natureza
E seus sentimentos,apura
Da distância se apercebe,quando mal amado
Amai o próximo,pois sereis amados
Como eu tive que fazer ao empobrecer
Sem me esquecer,do bem e do mal
Que através,de muitos a mim veio ter.

INQUÉRITO

Tanta pergunta eu fiz
A quem como amiga adorei
Respostas vieram por,linhas travessas
Penso que a algum lado cheguei:
Aqui vão as perguntas e respostas também:
-Você é cobra venenosa?
Posso matar por asfixia,não com raiva mas por ironia
-Você já caiu na calçada?
Não!...Se cai foi por precaução,como exemplo
De outros saberem onde por o pé no chão
-Já foi feliz?
Talvez sim ,talvez não
Tudo dependeu,no adivinhar onde estava meu coração
-Já atirou com um pau a um gato?
Não!...Só tinha um pau na mão
Mas que o gato miou,miou
-O que é para si psicologia?
Não sei!...Dentro da psicologia também há :
A para-psicologia e Psico-analise enfim...
Mas ainda não fui avaliada:
Como me posso considerar,verdadeiramente doutorada?
-Depois do inquérito,fiquei devidamente informado!!
Uma pessoa conheci,antes que ela se conhece-se
Melhor seria que fosse normal,teria perdido meu tempo
Melhor me sentiria e com bem mais alegria

O POETA

O poeta despe-se das penas que sente
Com pena,fica lá sempre mais uma
Pena de não ter penas
Pobre poeta,que pensa sem querer pensar
Ama sem querer amar
Mas o que seria dele sem penas,para penar?
Ama com tal ardor,que sente dor,do seu amor
Sem amor sofre de dor,se tem amor sofre também
Difícil é compreender o poeta
Que nasceu para amar,com dor
Pois nada consegue sem dor
Amante arrebatado,alpinista inveterado,
Musico e até pintor
Na falta do amor,é mendigo,sofre como um danado
Angustiado,a solidão ao chão o proteja
O poeta desabafa,em versos suas penas
Ama canta e dança,de alegria ou de dor
Embeleza o mundo,pinta-o de cor
Na esperança de voltar a encontrar o amor

domingo, 13 de outubro de 2013

QUEM TERÁ RAZÃO ?

Um levantamento foi feito
No inicio de um projecto
Comentários,fotos e muito mais
 Foram apresentados
Depois destes factos
 O projecto foi dado como terminado
Houve sim comentários,recentes e outros não
Foram feitos no sentido de brincar
E até outro ser assanhar
Contra os factos não à argumentos
Concordo também
Mas não nos devemos esquecer da excepção
Os factos ganharam uma batalha
A excepção perdeu a razão
Ao silêncio se vai remeter
E  com novos factos aparecer
À que saber esperar,dar tempo ao tempo
Para que a excepção se torne razão
Ade voltar à luta devagar de devagarinho
Como quem pensa
 Com acalmia,sentado numa lareira
Para quando avançar ganhe a guerra
E traga a bandeira
Assim a excepção se vai tornar razão

sábado, 12 de outubro de 2013

PORQUÊ?

Porquê?
Pergunto eu!!
Respeitar o sentimento dos outros?
E nem para os meus olhar?
Será que tenho que ser palhaço errante?
Sorrir sem vontade,apoiar o que é errado
Nunca ter margem para ser,mas sim para parecer
Alguém quer fazer de mim este ser!
Pouca gordura eu tenho
Será consumida pelo tempo
E é o tempo que pouco ou muito me resta
Partirei,não sei para onde
Morrerei não sei onde
Só meu corpo vos dirá
Não sei quanto tempo resistirá
Morrerei com um olho a sorrir,outro a chorar
O que chorar chora pelo tempo que perdi
O que sorrir,sorri pelo pouco que vivi

O MEU CÉREBRO

Dias à que nos apetece
Ouvir o sentimento
Outros à até aquilo que não apreciamos
Para que nesse momento
Possa-mos sentir um pouco de felicidade
Musica daqui,musica dali saltar e até brincar
Pensa-mos ser nós
Mas no final volta-mos a estar sós
Que triste é acordar
Melhor seria passar a vida a sonhar
Quem acorda não vive
Mas quem sonha acorda
E lá se vai o sonho,volta a vida
Que cérebro é o meu até me envergonho
Já estou habituado
Pois tantas vezes já me levou
Para o lado errado
Cérebro sonhador louco como eu
Adormecido tal qual como um ateu

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

O MEU SENTIMENTO

Quem parte e abandona um coração
Sabe o que faz
Mas quem fica não sabe o que faz
Chama pelo nome como antes
Àquilo que já não é dele e assim vai andando
Durante tanto tempo sofre desilusões
Chama,chama mas não é ouvido
Tenta aproximar-se de alguém
Na esperança que seja chamado de querido
Mas não apagando o passado
Não chegamos a nenhum lado
Não sei explicar este sentimento
Pois não tenho com quem desabafar
Ou até amar
Cavalos lindos,galinhas,cães etc
Fizeram parte de mim
Amei-os como uma criança ama
Seu brinquedo pensando não ter fim
De nada me valeu
Julgue-me quem quiser pois aqui estou eu
Nada tenho para além do papel e caneta
Nem me preocupa se vou acabar numa valeta

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

QUE JARDIM É ESTE ?

Que jardim,tão lindo
Eu pensei ter encontrado
Era a fotografia enganosa de outro...
Mesmo assim amei
Hoje eu sei que já não à jardins
Mas flores errantes
Que passam em qualquer jardim
Para serem fotografadas e nos lúbriar
Velho,cansado e sem lar
Vivo na esperança de um dia
Nesse jardim entrar
Para que um dia essa flor possa beijar
Porque não acordo?
Para a mim próprio respeitar?
É destino,não sei
Que responda esse ser
Que amo e amarei...
Fico na esperança de que
Essa flor abraçarei...

PÁSSARO ERRANTE

De árvore em árvore
Tento fazer o meu ninho
Sempre,que o começo
A árvore se despe e cai
Mesmo que lá fica-se
Com uma simples fisgada
O derrubariam
Já não penso em mais construções
Vou viver como essas árvores de ilusões
Meu ninho no chão aqui está
Assim ninguém o derrubará
Hoje uma dessas árvores foi derrubada
E queimada...
Com lágrimas vos digo
Podia pelo menos servir para cabo de enxada
Sinto meu corpo derrotado e minha alma esgotada

sábado, 5 de outubro de 2013

UMA ROSA UMA MÃE

Qual é a mãe que não gosta de um rosa?
Qual é a mãe que não gosta de ser prendada
Com uma rosa dos seus próprios rebentos?
Rebentos,rebentos acordai
Vossa mãe está à espera
Um simples sorriso é uma rosa
Essa rosa é vossa mãe
Alguém que vos ama ou amou
O amor dá-se em vida
Mas depois da morte também
Em vida com um simples beijo
Depois da morte põe uma rosa na terra
Porque já partiu
Se o fizeres olha para o céu
E vês que ela sorriu

SENTIMENTO DE MÃE

Sentada,à porta de sua casa
Numa simples pedra
Eu vi uma velhinha a chorar
Pensando alguma coisa precisar
A ela me dirigi  e perguntei
Precisa de alguma coisa?
Ela com lágrimas rasgando seu rosto
Me respondeu:
Meu filho está a chegar
Foi para fora lutar,para até hoje me alimentar
Pensei não o voltar a ver,mas hoje vai aparecer
Para meu espanto um táxi chegou
E seu filho abraçou
Choro longo e soluços eu ouvi
Meu coração se rasgou chorei e sorri
Que forte coração tem uma mãe
Já com idade de morrer,consegue viver
Para seu filho abraçar
Nem mais se preocupar.
Mesmo que a seguir seu coração se venha a apagar


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

DESPEDIDA (PAULO)

Chamo teu nome.
Sem me esquecer do teu cansaço
Sei que vais partir...
Leva de mim um grande abraço
Posso parecer sem jeito
Mas é o que sinto no meu peito
Vais e vens sem sentido da distancia
Do hospital entrando e saindo
Mas quem por ti passa parece que estás sorrindo
Só me resta dizer que para sempre te eide querer
Tens sentido de amar,pena é a situação não deixar
Para que alguém te pode-se também amar e considerar