sexta-feira, 22 de junho de 2012

Recluso



Grades, grades mas através delas também há luz.
Luz de esperança, de um dia sair.
Assim me vai acontecer.
 Se alguém me roubar o amor.
 Que eu tenho de verdade, não de parecer.
Dentes hão-de ranger, gargantas a soluçar.
Passareis a ser estrume, de quem ninguém se vai lembrar.
Mão afiada,  hei-de eu ter.
 Para rasgar o vosso ventre.
Para que nunca mais rebente.

Filipe e Andreia

Hoje um casal eu conheci.
Gente simples, com vontade de viver.
Já não me recorda o nome.
Chamei-lhe o mata ratos,
( no bom sentido da palavra.)
Mas orgulhoso fiquei, por ver os ratos ao comprido.
Homem jovem, mulher jovem de respeito e consideração.
Quem vos dera a vós, ter assim um simples irmão.
Trabalhadores e unidos, que grande admiração!
Geralmente manda o marido deixando a mulher na mão.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Sabor amargo

Hoje reguei o meu prato, simples (pelo meio dia)de lagrimas amargas.
Sempre que mastigava aquele arroz de tomate e peixe frito.
Minhas pupilas gustativas sentiam, um sabor tão forte.
O sabor amargo da vida.
Já tenho saudades de comer e sorrir.
Quanto eu desejo que esta angustia passe de mim.
Para que  o tempero do meu prato seja diferente e não sinta, que estou próximo do fim.





Esperança

Todos os dias aqui entro.
Onde trabalho á pressa e no final do dia descanso.
Pouco ou nada recebo, vivo na esperança.
Cansado de ter, outras vezes não ter.
Aqui vivo na esperança, de me ouvirem e até lerem o que eu escrevo.
Para que não venha a mendigar, como um simples mancebo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sonâmbulo

Deitado acordado, mas como sonâmbulo.
Acordei, refleti na vida.
Sei que nada valho.
Deixai-me em paz.
Eu sou eu, como tu és tu.
Ninguém imagina o que eu sinto.
Tende pena de mim.
Sou um grande homem, enquanto viver.
Sempre na esperança de alguma coisa fazer e muita coisa vos dizer.
Pois na vida estamos sempre a aprender.


A semente do amor


Semeaste no meu coração.
A mais pequenina semente que existe .
Uma vez semeada, cresceu e se transformou na maior árvore do amor.
Com ramos tão grandes, a ponto de as aves do céu, se poderem abrigar.
 Na sombra da árvore do amor.


O solitário


Sozinho, sem estrada ou caminho.
Nem tão pouco tenho para onde ir.
Triste sina a minha.
Caminhando por qualquer lugar.
Considere quem quiser.
Diz-me tu, para onde hei-de ir?
Ou será que posso retroceder!
Diz-me tu experiente por onde posso ir!
Meus olhos fecharam-se.
Para mim tudo é nublado.
Quanto eu gostava de encontrar o caminho da tua vida.
Para que pudesse-mos dizer a nossa vida e não só a minha.

O sorriso de uma criança



Olhos   lindos  pestanas  de  arriba.
Rosto longo, de alta simpatia.
Yara se chama esta menina de alta alegria.
Sorridente, mesmo sem caricias, que linda menina que só diz: dá, dá, dá.
Tenra  idade e com tão grande simpatia e alegria.






Quantas vezes já sorri, com vontade de chorar.
Que pena eu tenho de ás vezes não ser como vós .
Ficção, ilusão e sempre a dever um tostão.
O poeta é triste por natureza, muitas vezes rasga os seus versos de raiva e dor.
Não vos passa pela cabeça, o que passa na cabeça de um poeta e escritor.
Pois em verdade vos digo.
É a mesma coisa que se passa com o pensamento de um doutor.
Não sei se o deixe morto ou vivo.
Pois vai sofrer para toda a vida, o seu mal não tem cura.









quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sou tudo e nada


Eu sou sol, chuva que cai no chão molhado.
 Sou aquele que todos querem e a seguir detestam.
Sou uma primavera de nuvens que ninguém deseja, um verão desesperado um inverno inconstante.
 Quem sou eu afinal? Sou  vara bamba, em que todos se apoiam e depois não se seguram.
 Sou tão flexível que cada um apoiado em mim pode ir até onde quiser.
 Mas pobre de mim que acarreto este peso todo até deixar de sentir as patas no chão.
Muitas vezes acordo e penso, ainda existo? que falta de senso de quem nos comanda.
Quanto eu daria para hoje ter um filho e lhe explicar o que é viver, sofrer e desviar-se dos caminhos nus e cruz pelos quais o seu pai já passou e a nada o levou.




A criança que eu sou


Daniela é meu nome.
Vou-vos dizer do fundo do meu coração, amo o meu mundo assim, como amo o meu coração.
Um dia eu lhe pedi, que não me abandona-se e ele me respondeu com humildade dando-me o direito há vida.
Estou a viver a minha infância, com vontade de continuar e percorrer este caminho cheio de curvas altos e baixos.
Tudo isto vos digo do fundo do meu humilde coração.
Órgão que um Doutor operou e com a sua simples mão me curou.
Mário, Dina nada vos diz.Pais lindos, que me ensinaram a amar, como uma rosa colorida ama a sua jarra preferida.

Quinta dos carvalhos

Ó casa terna e meiga que me acolhes-te.
Gente simples, onde o poeta veio parar, sem que passasse a sua mensagem.
Abençoada gente, que nada diz.
Hoje conhecendo-me, que paz, que tranquilidade me daís.
Humildes e amigos, com grande responsabilidade e sem sequer perguntarem. De onde vens, para onde vais?
Na verdade vos digo, já conheci muita gente.
Muito falam, mas nada dizem.
Carvalho é o seu nome, Luciana o da sua esposa .
Por mais estranho que pareça ambos usam óculos.
Mas de lentes transparentes.
Por isso nem seus olhos, nem a suas mentes, mentem.
Pena é que quem aqui passou não tivessem a preocupação de os conhecer.
Na verdade vos digo iriam ama-los e seriam amados, do mesmo modo que uma papoila sorri na berma de uma estrada para qualquer viajante.




Saudade da mãe



Minha mãe que já partiste.
Mas desde pequenino sempre te amei.
palavras lindas eu te dizia que até tu sorrias, coisas de criança.
Hoje homem e tu já do outro lado, te digo com o coração Frio, sentindo a tua falta.
Sempre que me lembro de ti o meu coração chora.
Cobarde eu fui minha mãe querida, hoje choro..
Melhor seria que chora-se antes, para que pudesses sentir em pleno o amor deste teu filho.
Agora é tarde, mas estás e estarás para sempre no meu coração.
Quem me dera voltar a sair de ti, mesmo que foce outra pessoa a cortar o cordão.
Recebi tudo de ti, e eu nada te dei.
Mas amo-te e sempre te amarei.
Recebe um beijo grande no céu infinito, pois o teu Zezinho um dia vai-te abraçar.
Para que ambos nos voltamos a amar.
Não tenho palavras, mas lágrimas amargas que jamais poderei adoçar de revolta sentir e te amar.
Obrigada mãe até pelas canções que cantavas para me embalar.
Mãe querida até um dia, mas se for da tua vontade e tiveres poder pode ser até já.
pois sinto que a minha missão aqui também já está cumprida.

A minha partida

Tenho que partir e vos deixar ficar.
Para a minha vida poder governar
.Que pena eu tenho de partir e de vos cá deixar.
Que tristeza eu sinto no meu coração, depois de velho ter  que imigrar.
Que triste sina a minha ,depois de tanto lutar, ter que imigrar e vos deixar ficar.
Na esperança de um sonho realizar e a minha vida melhorar.
Eu parto feliz, mas por dentro a chorar, pois não sei o que vou lá encontrar.
A minha família vou cá deixar.
Mas um dia eu vou regressar, para de novo vos abraçar.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A minha estrela

As estrelas nascem no céu.
Mas uma eu conheço que nasceu na terra.
Com luz sentilante tão sentilante, que ilumina o meu coração.
Irina...grande é a distância, oceanos , mares, terra e ar, que nos separam, mas o amor sempre supera isso tudo.
Acredita que te vou abraçar, beijar e amar como sempre.
Estou há tua espera, como tu á minha espera.
Mas o nosso amor tudo supera.
Amo-te e amar-te-ei, para sempre.
Não deixes de cultivar o nosso jardim do amor.
Porque no futuro será só nosso... amo-te.

Porquê procurar

Porquê procurar? Quantas vezes temos a nossos pés a solução e mesmo vendo-a, duvidamos.
Para seguir e dar cabeçadas na incógnita, para mostrar que não nos redimimos ao simples.
Mas, quando entramos no complexo que arrependimento se apodera no nosso coração.
A experiência me diz: o que está mais próximo é o mais útil.
Das pequenas coisas nascem as grandes coisas.
Ide sonhando sem primeiro pensar, no resultado final.
Porque esse sem que vós queirais aparece no fim da vossa vida.


Aqui está o poeta sentado

Aqui está o poeta sentado.
Copo na mão, cigarro semi apagado no cinzeiro.
Que sina de quem tem alma vazia.
Sonha, canta e chora com tristeza e até com alegria.
Dizeis, vós e muito bem que somos loucos.
Na verdade vos digo que mais louco é aquele que não pensa nem sonha.
Porque da vida pouco proveito ade ter.
Como uma bola colorida que foge da mão e com tristeza apaga o nosso coração.

Deixai-me

Quero estar só, porquê tanta insistência?
 Será que as palavras são superiores ao sentimento... para mim não.
 O amor não é beijar e até palavras vans, como amo-te, gosto muito de ti, enfim, talvez o meu modo de amar, seja mais focinhudo, mas  muito mais interior.
Não sou laranja alaranjada e bem colorida, mas ácida por dentro.
Prefiro ser a mais mal aparentada, mas quando se saboreia é doce como o mel.

Deixa-me pensar

Deixa-me pensar, deixa que seja eu.
Deixa que a minha mágoa se exponha.
Não sou ninguém, sou aquele que se perguntares, logo responde.
Não sou exemplo, porque ando em circulo, dentro do novelo da vida.
Mas na verdade vos digo, que se um dia sair deste novelo centrifugado, muito vos direi.
Palavras vans já ouvi, direcções sem sentido, me apontaram mesmo que por mim nesta roda sejam ouvidas e muitas coisas vistas de relanço, porque nem me interessa ver melhor. Não vos preocupeis.
O poeta repousa mas não dorme.