Dei-te,flores murchas...
Quando te podia dar viçosas...
Fui dono do tempo
E de um grande mundo.
Tudo perdi,mas de ti
Nunca me esqueci.
Dei-te flores murchas,
Porque já chegavam tarde.
Mas para mim eram viçosas.
Ao longo do tempo,
Todos os dias te recordei e recordo.
Tal como nossa mãe.
Dois seres.
Que ao recordar choro.
Sem ter consolação...
Sempre chorei por ti.
Sempre te amei,
Minha pequenina irmã...
Para mim serás sempre
A minha solarenga manhã.
Se a morte vier em câmara lenta.
Quanto de ti me recordarei
E sofrerei.
Mas se vier como um lustro.
Duas lágrimas deitarei.
Uma se chamará Isaurinha,
Outra mãe, querida minha...!!