MARIA ANTÓNIA
Não tenho,poleiro...
Nem leira nem beira.
Mas tenho,minha amiga...
Maria Antónia...
Minha amiga verdadeira
Foi o que sobrou...
Em minha vida.
Que me enche o coração.
Mesmo doente,tem o que não tenho.
Força de viver,amor para dar.
Cansado da vida...
Sem algum,mal em mim entrar...
Mesmo assim,
Não tenho tempo para amar.
Sou pássaro ferido.
Com medo de seu ninho...
Sou fruto maduro.
Que cai no chão..
Sem tempo para ser saboriado
E amado...