domingo, 8 de janeiro de 2012

Ser livre

Tenho pés leves, pernas de gaivota, braços de arame.
Que elastecidade a minha!
Que felicidade...
 Dizes tu !
Pois eu vos digo que de nada isso me vale.
As minhas entranhas são pesadas, o meu coração é de pombo.
 Pena é porque é ele que me dita tudo, que eu escrevo e penso. Melhor seria se eu vivesse sem esse peso.
 Que me dá o sabor amargo da vida.
Com os meus membros vivia bem, mas a máquina que os faz funcionar, pesa toneladas.
Quantas vezes me apetece sangrar o meu peito .
 Sem nada ter...
 Mas ser feliz.

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