domingo, 8 de julho de 2012

Triste condição de vida

Que triste condição de vida.
Toda a minha sorte depende de alguém, mas por dá cá aquela palha se esquece de mim e me projeta, no espaço, sem dó, como se fosse um balão cheio de oxigénio, que sobe no espaço e á medida que sobe se acha graça e alivio.
Este já foi, vamos comprar outro, pois o dinheiro que faz falta ao balão é aquilo que menos nos importa, porque disso temos nós.
Quanto eu gostava de uma sociedade que compreendessem aqueles que precisam e são humildes, não os rudes, os hipócritas, os mal feitores, os estúpidos e mal educados, mas sim os humildes e os que amam o seu próximo.
Se alguém puder, que ajude este pobre coitado, que nada fica a dever a ninguém, como o amor, amizade e a consideração.  

Empresário

Grande empresário deves ter sido tu.
A tua imagem diz tudo.
Porquê?
Dando o direito com a tua maneira de ser, para que outros sejam também!
Acorda...amigo.
Sê tu, rude és muito bom, mas sendo bom dás-lhe o direito de pensar.
Sê tal e qual o teu pensamento, não deixes que pensem, age e serás feliz.
É o pensamento de um leigo e amigo.

Era Lisboa em 1926

Quem sabe ou conheceu...
Os filhos da fava rica.
Um banco dentro, outro fora, com corda presa ao de fora.
Grande mãe com cesto há cabeça de porta em porta apregoava a fava rica.
Gente de Lisboa.
Que pena eu tenho da mulher da fava rica.
Mulher de disparate, mas com muita alegria e de grande coração.
Assim ela vendia a fava rica, para ganhar o sustento dos seus filhos.
Pequeninos e inteligentes eram seus filhos.
Fugiam á fava rica, mas amavam a sua mãe, que vendia a fava rica e lhes trazia o pão também.
Por isso, seus filhos saltavam com muita alegria.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Bote D/ ouro


  Oh casa terna e meiga que me acolhes.
Gente simples onde o poeta entra, sem que passe a sua mensagem, abençoada gente que nada diz.
Que paz nos dá o Flávio.
 Não o Flávio que vós pensais.
 Mas o Flávio do bote D/ouro.
 Que gente humilde e amiga .
Quem és? De onde vens? Ninguém pergunta.
Sentado numa mesa, onde todos falam e nada dizem.
Sou feliz aqui! Estou só, mas tenho a compreensão do Flávio e sua irmã.
 Como viajante ou simples cliente.
Vinde... a paz aqui prospéra!
Vem sentir a liberdade em casa alheia.