Mais
uma etapa, só.
Sem
vizinhos, sem ter com quem falar, há exceção de quatro cães.
Que me acompanham
diariamente.
São
eles a minha companhia, aminha família.
Todo
o resto é inanimado.
De nada serve para alem de me transportar e desgastar o
meu corpo.
Semeio,
não sei se vou colher, pois sou um simples criado.
Estou nas mãos do patrão.
Só
ele sabe se colherei ou não.
Se
as plantas me irão conhecer ou esquecer.
Que
vida ingrata, com tanto trabalho e com tanta incerteza.
Que
mundo onde eu vivo! Sem
certezas, nem tão pouco com direito de fazer planos.
Pergunto
a mim mesmo.Em
que mundo eu vivo o que faço aqui? Se
nem direito a amar eu tenho.

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