sábado, 16 de fevereiro de 2013

INFELICIDADE


 Sem que nada faça, nem se preocupe fazer.
A minha mente, quer desfazer.
Poucos momentos felizes eu tive.
Hipócrita a estrada é curva.
De margens acidentadas:
-  É teu caminho.
Através de mim procuras-te, o teu acidente certo!!
Mete-te á estrada, que procuras e encontrarás.
Vai andando porque és de longe.
De tão longe…
Que por mais velocidade, nunca encontrarás…
Tenho pena, do tempo perdido.
Eu na esperança…
Mas tu trouxeste:
- Águas com curvas.
 Retas curtas para amenizar.
 Obstáculos permanentes .
A clareza do amor e felicidade.
Nunca existiu…
Fiquei de pé!!
Como um palhaço, que faliu.

SENTIMENTOS IGUAIS


Amam-se irracionais.
Criados com amor e carinho.
Eles por sua vez a nós se dedicam.
Há que partir e eles com quem ficam?
Pobres seres como eu!!
Pensei ser amado e fui usado.
Mas os irracionais na minha mente iram partir.
Saudade e chorando por eles vai acontecer.
Sem leira nem beira; Porquê?
Eu os adotei?
Na verdade vos digo:
- Pensava para sempre ser rei.
Que pena eu tenho de partir.
Não ter para onde os levar.
Cobarde eu fui, usei e abusei.
Dos seus sentimentos.
Que carinho puro, amor e compreensão eles tinham.
Ir-me-ei recordar deles, para o resto da minha vida.
Na verdade vos digo:
- Chorarei para o resto da minha vida.
Porque o irracional também pensa e ama.
Como uma criança perdida.
Na esperança.
Pelo menos encontrar alguém conhecido.
Corações destroçados que tanto se amam.
E hoje se separam.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

A MINHA VIDA


Sentado, de frente a uma máquina de lavar roupa.
Numa cozinha tradicional.
Minha atenção está nas voltas que a máquina dá.
Deixei de ouvir e falar.
A máquina dá voltas e voltas para tudo limpar.
Que velocidade ela atinge, para enxaguar e lavar.
Centrifugar para um pouco a roupa secar.
Lembrei-me da minha vida.
Voltas e voltas a altas velocidades e até centrifugadas.
Tentei sempre o melhor para agradar.
E ser útil a alguém.
Mas no fim eu digo:
- A máquina se avaria tem desculpa.
Mas eu por mais que justifique.
Sou eu que fico centrifugado.
Sem direito até de ser julgado.
Mas sim encurralado.
Nem tão pouco me defender.
Pois por conveniência não interessa o meu ser.

SOU O QUE VÓS SOIS


Triste por natureza já eu sou.
Não consigo mudar.
Pois faz parte do meu ser.
Sei que um dia vou morrer.
Sem saber amar.
Amar estranho e triste é o meu.
Bem diferente do teu.
Não sou de louvar nem de transparecer.
Mas sou um homem de ser e não parecer.
Que difícil é para ti compreender!!
Pois para mim é simples.
Deixa em paz quem pensa e sonha.
Não desdenha do teu ser.
Porque o meu ser é o vosso ser.
Sem que para isso deia a conhecer.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

QUEM SEGUIR?


Olho á minha volta e nada vejo.
Se tu ainda consegues ver.
 Indica-me o caminho.
Famílias á espera do que não vem.
Sentem e sofrem por erro de alguém.
Que sentido os mandões têm da vida?
Cortam as pernas aos pequeninos.
Põem antas aos grandes.
Povo, povo que esperais?
Desta gente que nunca sofreu.
 Nem amou ninguém.
Melhor seria que cães tivessem sido.
Pois conheciam a côdea.
Que seus amos lhe davam.
Com prazer e alegria.

PEQUENO CANTOR


Uma criança eu ouvi cantar.
Que sublime e a sua voz uma riqueza.
Que postura de responsabilidade!!
Homem pequenino, que graça, que lindo.
Perguntei seu nome, ele me disse:
- Sou Francisco, mas chamam-me KIKO.
Gostas-te de me ouvir cantar?
KIKO, tens postura real, és sublime no cantar.
Em ti, como em qualquer criança, não há força.
Há pureza gana e raça ( como diz o povo.)
O que fazes, fazes como sentes.
Abres a tua boca e cantas.
Melhor que aqueles que já grandes.
Pensam ser gente, com astucia e malicia.
Mas ao acordar de manhã nunca é dia…
Mas o KIKO continua a cantar com a doçura.
Igual á polpa de uma melancia.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

JOSUÉ


Histórias, versos e até canções já ouvi muito.
Mas que me toca-se como esta realidade não.
Emigrante inicia seu trabalho.
Não esqueceu sua mulher.
Que do outro lado do atlântico deixou.
A saudade de quem ama não tem lei.
Saudoso, sua mulher e filhas mandou vir.
Para seu espanto e como cordeiro manso.
Sua mulher au seu País teve que devolver.
Suas filhas também.
Resta neste País desconhecido.
Josué, com tanto desgosto.
Não sei como ainda anda em pé.
Sina de partir e á humildade.
Do seu País regressar.
Sem que lhe deiam tempo.
De alguma coisa daqui levar.

INDEFINIÇÃO


Não sei se partir ou ficar…
Que vontade eu tenho de partir.
Mas de ficar também.
Que fazer?
Se partir parto na incerteza.
Se ficar na incerteza eu fico.
Tanto já trabalhei, hoje nada sou.
 Melhor seria não partir, nem ficar.
Sentar-me numa pedra.
 Á espera que a situação passe.
Olhar o horizonte na esperança.
 Que uma ave venha.
 E deixe cair uma simples semente.
Para que eu a pudesse cultivar.
E na vida uma esperança encontrar.