terça-feira, 25 de novembro de 2014

SÓ COMO SEMPRE...

Nasci morto,
E morto aqui ando.
Sem luz,nem caminho.
Amando aqui e além.
Mas sempre amado,
Com desdém.
Sorrir para ti é fácil.
Para mim é duro.
Sorrio com desespero...
Que sorriso é este?
Nem os lábios sinto,
Nem me vêm os dentes.
Amargo dia amarga noite.
Que desespero...
Porquê nasci um dia?
Se nunca sinto alegria?
Cravo murcho,
Virado para a terra.
Vergonha do sol,
Vergonha da lua
Vida vazia
Vida de amargura
Que em mim perdura.

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