sábado, 27 de outubro de 2012

------ TITA------

Uma mulher eu conheci.
Tita seu nome, disse ela !!
Na verdade vos digo :
- Que a Tita, minha amiga se tornou.
Mulher de verdade, madura.
( Como eu ).
Que saudades sentimos dos espaços, que frequentava-mos.
Recordações, onde houve á mistura ilusões e considerações.
Jovens ...
Despertai para a vida.
A ignorância é morte.
A cultura é arte e vida.

ENCONTRO...


Vale Benfeito, aldeia transmontana.
Onde eu já estive.
Sem conhecer ninguém, em casa do Francisco entrei e da Celeste também.
Gente humilde de alto gabarito.
 Ali estava eu sentado.
Com vontade de falar, mas calado, sem  jeito.
Como um perito, estudando todas as palavras e emoções.
Entrou a Amparo ( Bernardina para outros ) e logo comigo começou a falar !!
Na verdade vos digo, que alivio.
Alguém culta ali fui encontrar.
Nunca mais vi  tal ser, mas era uma pessoa de ser e não de parecer.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

UM POEMA UMA RAZÃO


Não é por acaso que a Graça.
Traz o poeta no coração.
Coração pequenino, mas de grande dimensão.
Onde no canto da amizade, cabe o poeta.
Com amizade e consideração.
Quantas vezes lhe digo e Já fora de horas:
- Rua com o cão.
Sua resposta!!
O poeta é sério tem respeito e educação.
Subentendam, por bem.
 Pois fiz este poema, com o mesmo amor.
Que faria a minha mãe.

GÉMEA ?...


Mulher esguia, como eu sou.
Branquisse-la, como eu sou.
Respeitadora, como eu sou.
Bem falante, como eu sou.
Agora vós dizeis, que falta para ser tua gémea?
Eu respondo.
- A sua beleza, o rosto carinhoso, seus olhos cintilantes.
Expressão de felicidade, que eu não tenho.
O deitar e dormir, o acordar e sorrir.
Achais pouco?
Para mim é muito.
Eu estou morto,  ela viva.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

SAUDADE...

Que saudade eu tenho.
Do tempo que corria e saltava.
Com consideração e respeito.
Mas sem que ligasse ao órgão principal:
- Que trago no peito.
Tanto o fiz sofrer, que hoje até chega a doer.
Onde eu andei, já nem eu sei!!
Gasto e sem qualquer valor.
Aqui estou eu sentado, como um simples escritor.
Sentado em qualquer torpeça.
Banco de pau tripé.
Era aí que se sentia bem o Zé.
Hoje trôpego.
 Como a tropeça, há espera de morrer.
Como a sua madeira bichosa á espera que alguém a esqueça...

LADO DIFÍCIL...


Quanto já sonhei, e sonhando fui vivendo:
- Mais ou menos mal, ou bem.
Fui caminhando por veredas difíceis, mas lá ia passando.
Hoje estou sentado, na realidade.
Por mais estranho que pareça, as veredas são mais apertadas.
Onde o pouco sol que existe, parece desaparecer.
A verdade é dura nem todos têm coragem, de a aceitar.
Por isso o seu sofrimento é maior.
Pois quem não vive na realidade, olha para trás e vê sempre alguém, que o persegue.
Mas quem vive na realidade, sem mentiras...
Sonhando e devagarinho, sem grandes castelos.
Sente a dificuldade de atravessar tais veredas.
Mas olhando para trás, não vê ninguém, porque ninguém o persegue.
Pena é que o caminho da verdade seja tão duro...
Com descidas tão acentuadas, subidas tão íngremes.
 E com tão poucas superfícies planas.
Assim termina a vida de quem vive na realidade.
Descendo, subindo e repousando um pouco.
Nos poucos espaços planos que a vida tem.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

IGNORÂNCIA

 
Quem me dera poder controlar a ironia.
Daqueles que nada sabem.
 Que da ignorância fazem a sua vitoria.
Sem que nada sejam!!
Sou mais que vós:
- Pois na verdade vos digo.
É melhor morrer pobre...
 Que morrer pobre por ignorância.
A ignorância é a arte de mal tratar, aqueles que sabem.
Sem que lhe deiam, a oportunidade de defesa e da pureza.
A oportunidade de ser e até vencer.

CASA BRANCA


Casa branca, onde os utentes, sofrem e até padecem.
Que medo eu tenho de aí ir parar.
como tu aí hoje foste parar.
O hábito faz o monge, como essa gente, que aí trabalha.
Embora com sentimentos, mas largando a vida dos outros, da mão.
Casa branca, negra por dentro!!
Onde muitas vezes, se dá o ultimo suspiro.
Não ma gabeis, nem que seja para tratar um simples espirro.
Casa onde ao entrar, se sente o cheiro próprio.
Do sofrimento e dor.
Onde nem escapa o próprio Doutor.
Oxalá que te levantes e sai-as pelo próprio pé.
Para dares alegria ao poeta, que se chama José.

sábado, 20 de outubro de 2012

GRUPO FEMENINO


Que beleza...
Perguntas tu...
 Porquê?
Eu respondo.
Difícil é encontrar um grupo feliz.
Pelo que vejo:
- É gente do ser, melhor que parecer.
Grupo femenino...
Mas eu sei o que pensais!!
Só palavras...  palavras.
Mas na verdade vos digo
Tenho inveja de a este grupo não pertencer
Tem arte, cultura e até estrutura.
A organizadora, grande mulher é.
Pois transporta para a sociedade
  O verdadeiro valor daquilo que ela é.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

DA HUMILDADE NASCE A LUZ


Na valeta eu nasci.
Mas um homem eu conheci.
Grande mérito o dele.
A minha ajuda teve.
Tal como um concelho de mãe.
Helena era seu nome.
Que ainda hoje amo.
Tudo perdi, mas com a força, destes dois seres.
Vós vereis que ainda me vou erguer.
Ir-me-ei levantar, depois de tanto empurrão levar.
Vos garanto que não vai demorar!!
Não conheço ninguém nem me interessa conhecer.
Pois tenho o amor do marido e de minha mãe
Na minha mão ainda haveis de vir comer...
E ainda me haveis de agradecer.
Mas com os olhos bem abertos...
 Esta Lurdes haveis de reconhecer.
Mais não digo...
 Há que esperar, para que eu vos possa mostrar.

VIVER É FÁCIL

Espera-se que o dia nasça e a noite caia.
Sem preocupação.
É a vida dos vermes humanos.
Que nada fazem e tudo reivindicam.
Que felizes eles são:
- Que pena eu tenho não ser assim.
 Ter que sustentar o meu estomago, á custa dos meus braços e da minha mente.
 Enfim...
Pena eu tenho, que a minha escola ainda esteja aberta.
 E a vossa já fechada...
Pois meu cérebro não estaria cansado.
 Mas apto para que nada fosse e nada tivesse a perder.
Pois assim, talvez fosse mais feliz.
Mas prefiro, perder e ser.

SENTIMENTO

 sabe o que é o ranger dos dentes.
 
Aquele que perde sua  mãe.
 
O sofrimento que para o resto da vida tem.
 
Que sedo partiste, e eu fiquei.
 
Melhor teria sido eu ter partido também.
 
Caminhos amargos eu já percorri.
 
Mas se tu aqui estivesses, eu já mais os trilhava.
 
Pois o teu conhecimento, me levava ao caminho certo.
 
Mesmo assim mãe...mãe eu por ti continuo, a chamar !!
 
Mãe... mãe eu aqui estou .
 
 Princesa linda que me criou e me amou.

LÁGRIMA


Que feliz é aquele que só tem uma lágrima.
Mas quem tem mais que uma lágrima tal como:
- A da partida, da saudade e ainda outra de felicidade.
Como a de quem chega.
Todas são amargas.
Mas quem tem só uma, que felicidade!!
Não sente e não ama.
Até mesmo perante  quem ama mente.
Porque na verdade não ama, mas mente.

RECORDAR


Gostava eu de saber porque a nossa consciência.
 Só nos obriga a pensar...
Nunca pensei que era assim...
Grande dor eu trago, que me faz pensar  e chorar!!
Por ti minha mãe...
Amigos ouvide bem estimai-a porque um dia será tarde de mais.
Não espereis que parta, porque depois é tarde de mais.
E por mais lágrimas que choreis, nunca mais sereis réis.

domingo, 14 de outubro de 2012

DESILUZÃO


Patas de porca gorda.
Vermelhas por dentro, de tanto roçarem uma na outra.
Pintada de loiro, mas de grande focinho.
Onde o teu corpo se perde e nem pensas encontrar um beijinho.
Como militar que já fui.
O nome certo é:
- canhão de guerra, gigante e pesado.
Reparai bem, que tipo de viatura a mim veio parar!!
Pobre de quem procura, alguém para casar.

ATRAZADO NO TEMPO


Quantas vezes eu já cheguei.
Á paragem do comboio.
Ou chamem-lhe o que quiserem.
E por um simples minuto o perdi.
Subentenda quem quiser..
Que justificação me haveis de dar?
Na verdade vos digo...
Podeis até chamar-me mentiroso.
Mas não tenho arte para tanto.
Ninguém é de ninguém.
Por isso enquanto possível amai alguém.

SOLITÁRIO

Sentado, com vontade de estar de pé...
Assim é o vosso amigo José...
Sem esperança e nada dizer.
A mesa fica á mercê...
Diz-me tu porquê?
Neste momento nada sou.
Mas sei que alguma coisa poderia ser...
Porque na vida, quantas vezes é melhor parecer, do que ser.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A DESCONHECIDA

Hoje estou contente, no fundo nem sei porquê.
 
Sentado num café, até mim uma mulher veio ter.
Sem eu a conhecer, dizia chamar-se Beatriz, pois logo me ri...
Porque seu nariz, parecia o bico de uma perdiz.
Falava pelos cotovelos e até nos sobacos tinha pelos.
De valor nada dizia, mas pela sua imagem quanto eu sorria.
Nunca desdenhei de ninguém, é contra os meus princípios.
 
Mas logo reparei, que dando-lhe confiança, iria parar a França.
Não sei se já vos aconteceu, encontrar um ser tão diferente, do vosso ser.
Assim saí dali, de mão no nariz, para evitar o cheiro da Beatriz.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

MÃE...MÃE

 
 
Nunca na vida, por razão alguma.
Vou admitir que haja alguém.
Que diga, que não tem mãe.
Levantar-me-ei, e sem palavras chorarei.
Gente sem sentimentos, hipócritas.
Que renunciais aquela que antes de vós nasceres.
 Vos podia repudiar e até matar!!
Amai quem vos deu o direito á vida.
Pois desde o coito á gravides até ao momento de parir.
Vós estivestes nas suas mãos.
Mas amou-vos e a vida vos deu.
Protegendo-vos com a mesma força de uma mãe elefante.
Que com a sua tromba aconchega seu filho.
Na esperança de por ele um dia, ser reconhecida.

CANSADO


Sinto-me cansado...
Mas sei que sou amado.
Nunca deixarei quem me ama.
Mas sou capaz de por termo á vida.
Levarei não sei para onde, a minha amada.
São duas lagrimas que se choram:
- Quando se morre.
Uma de pena, quando se deixa quem se ama.
Outra é a ultima que um corpo lança.
Pelo facto de não conseguir exprimir a suavidade de partir.
Sem que nada peça tudo está lá.
Pensais que sou louco, mas só quem já viu e se arrependeu, de partir conhece a verdade.
Pena suave tu irás sentir, como eu já senti.
No estado de partir, mas mesmo assim .
A primeira lágrima rejuvenesce e a segunda de raiva seca.
Por tristeza de não partir.
Na espectativa como um camelo, de encontrar no deserto uma fonte, onde se possa saciar, amar e até procriar.

domingo, 7 de outubro de 2012

O MEU MENINO

 
 
Olhos excêntricos, rosto bonito.
  Boca perfeita...
 Este é o guylherme.
 O orgulho de quem escreve.
 Lindo menino !
 Para o poeta e sua família também.
 Tirai por favor uma fotografia.
 Pois merece pela sua fisionomia.
 E ser  recordado por alguém.

AMOR PROIBIDO

 
 
Um amor conheci.
Triste sina de quem ama.
O coração aperta, o cérebro dilata.
Mas é o verdadeiro amor, que por ti eu sinto.
Aperta de tal modo, que já não sei o que sinto.
Amor proibido, mas jamais esquecido.
Diz-me tu meu amor, o que fazer!!
Quantas vezes penso:
-  Melhor seria morrer.
Mas vamos andando, até que o nosso amor possa ser livre.
 Como um suspiro, que pára o coração.
E a seguir lhe dá alento e consolação.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

EQUILIBRIO...

 
 
Quanto eu gostava que mais escrevessem.
 E menos lessem.
Pois assim os que escrevem liam mais.
E os que leem escreviam mais.
Que equilíbrio cultural !!
Assim ninguém se ria, do que escreve e do que lê...
A palavra amor seria amor.
A palavra sentimento seria sentimento, diferente de quem diz :
- Eu sinto, mas quando diz eu sinto, é a mesma coisa que dizer minto.
Escrevei nem que seja sobre a raiz, de uma planta.
Porque a seguir, o vosso espirito se levanta.