sexta-feira, 30 de novembro de 2012

PRIMA DA FERNANDA


VALPAÇOS. TRÁS OS MONTES

Prima não te lembras de mim?
 É natural…
Mas para te alegrar.
Fiz de cantora e até autora, de canções.
Para que houvesse alegria, nos nossos corações.
Sou a Fernanda tua prima, parti para frança.
Mas ainda hoje te estimo.
 Como família e prima.
Tenta lembrar-te.
 Através da nossa família e de mim Fernanda.
Que para ti cantava com alegria.
Para te ver sorrir com satisfação.
Pois quando te abraçava.
 Sentia o bater do teu coração.

DID PIAF


(Nome artístico)
A arte não é só poesia.
Cada um dentro da arte.
Faz o que melhor sabe.
Hoje conheci um homem.
Com vestes de mulher.
Simulando, ser com perfeição.
O engano da realidade.
E até da canção.
Não sei o seu nome.
Nem tão pouco, me importa.
Podeis chamar-lhe palhaço.
Mas para quem conhece a arte.
Tem gabarito e sem embaraço.

MENSAGEM...


Uma mensagem recebi de ti.
 Amiga Fernanda, transmontana.
Inteligente tu és:
- Basta ler o que o poeta escreve e logo vês...
Hoje o poeta está triste.
 Hoje o poeta está melhor etc.
Que Dom tu tens!!
 Sem me olhar nos olhos, sentir o meu sentimento.
Á distancia tudo é fácil.
 Mas defines o sentimento de alguém.
Grande inteligência tu tens !!
Consegues conhecer o sentimento.
 Deste José Augusto, como irmão.
Mas simples para quem já foi uma verdadeira mãe.
Reconhece o seu filho á distancia.
Pensando em lhe dar um dia um abraço de confiança.

SEM ESPAÇO...


Que mais me irá acontecer !!
Nunca ninguém me amou, ou reconheceu…
Para mal dos meus pecados.
Mais uma meta nasceu…
Explica-me, como é possível.
Isto acontecer, sem filhos ter !!
Não sei para onde vou.
Tão pouco me preocupa quem sou !!
Toda esta gente, o meu espaço ocupou.
Que fazer?
 Sem que para isso possa sofrer.
Quanto já sofri e continuo a sofrer.
Por esta gente.
 Que nunca me chegará a amar e reconhecer.

DEIXAI QUE VIVA


Deixai que eu viva mais um pouco.
Eu sei que ao ribeiro, vou parar e me afogar.
Para que, quero o mar?
Quando não necessito, de tanta água.
Não sabeis, que uma gota é suficiente?
Para quem quer morrer.
 E livrar-se, desta gente.
Que mesmo sem água.
 Me apoquenta e me faz perder a mente.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O QUE PENSAS?


Se pensas que passei há história.
 Estás enganada.
Por mais que me doa a garganta.
Vou cantar se souber, ou palavras dizer.
Não conheces, quem contigo hás vezes dorme.
Fracos sentimentos, dos quais saem tormentos.
Para quê sonhar?
Se este ser não sonha.
Nem tão pouco, um dia quer cantar.
Sorrir e até amar.

A ARMA DO POETA...


O poeta não está desarmado.
Pelo contrário.
Bem armado, com a arte.
 Cultura e a sua poesia.
Analfabetos acordai !!
""  ""  ""  ""  ""  ""  ""
Já vou a caminho.
 Para que não estejas sozinho.
Ama o mundo, como eu, sempre amei.
Analfabetos acordai.
""  ""  ""  ""  ""  ""
Pois já vou a caminho…
Para que da nossa arte, nasça o teu caminho.
Já estás a morrer, acorda…
Pois da sepultura estás pertinho.

SEM RITMO...


Não sei nem quero saber !!
Porque ainda aqui estou.
Não estou bem, sinto-me um irracional.
Que hei-de fazer?
Se não sinto o ritmo da vida.
Ou de alguém que quer ser !!
Não sinto vontade de me matar.
Mas se alguém e até sem querer.
 O fizer, que alegria.
Pois para a vida eterna.
 Partiria de coração cheio.
E com muita alegria.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SEM RUMO...


Aqui estou eu sentado.
Sem saber para onde ir.
Não conheço o caminho.
Ajuda-me amigo…
 Já é tempo de ser alguém…
Não me deixes parado.
Pois eu amo a vida, como tu também.
Vem e serás abraçado.
Quantas vezes, já  me disseste isto é assim…
Mas o teu assim, ainda não compreendi.
Tu dizes…
- Eu sou feliz, vem comigo.
Mas não encontro o teu caminho.
Não batas  mais no ceguinho…
Indica-me o caminho.
 Para que eu possa ser feliz também.

SALTITÃO


Saltando, como um macaquinho.
Aqui estou eu sozinho.
Pelo telefone amigo...

 Grande carinho.
Sem que me dei-as:
- Do teu amor um bocadinho.
Eu sei quem sou...
Não mistures, para que possas dizer:
- Eu sei quem sou!!
Tu sabes quem és?
Salta como o macaquinho.
Para que nunca te ponhas.
De joelhos aos pés…
Dos grandes chipanzés.

VIOLA


O grito de uma viola.
O sorriso de quem canta.
A tristeza de quem houve.
O sentimento comum, de um grupo.
Que acaba, por ser só um.
Grito lindo de viola.
Canto perfeito, de quem sabe !!
A admiração total, de quem houve.
Escreve e sente .
Um bom trabalho vindo de qualquer gente.
Tocando e cantando, para alegrar a nossa gente.

FERNANDA


Uma pessoa eu conheci !!
Fernanda seu nome.
Longe do meu habitáculo.
E do meu olhar também.
Mas logo pensei:
- Esta mulher tem que ser alguém.
Pois quem ama a arte, ama sua mãe.
Quem ama sua mãe.
Ama a sociedade também.
Mulher de compreensão e de razão.
Por isso tanto luta e lutou.
Na verdade vos digo:
- Até para o estrangeiro emigrou.
Pois seus braços nunca cruzou.
Assim é esta Fernanda de Valpaços.
Que por correspondência, o poeta abraçou.

VALPAÇOS


VILA TRANSMONTANA

Uma vila eu conheci.
Até nessa vila eu corri.
Grande velocidade, eu levava.
Para no meio dessa gente entrar !!
Acidentes muita gente tem, mas doí.
 Quando no meio, existe um criança também.
Não me apercebi, mas de momento pensei:
- já morri.
Ainda aqui estou, essa criança também.
Para que possamos dizer :
- Valpaços, vila terna nossa mãe.
Obrigado por  estas duas vidas.
Não deixares ao desdém…
Nossa vila mãe, tua filha proteges-te.
E o corredor também.
Obrigado grande vila de Valpaços.
E ao Hospital também ambos abraças-tens.
Sem rancor ou desdém.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

JÁ CANSADO...


Hoje já não escrevo mais.
 Estou cansado …
São quatro da manhã.
Triste sina a minha, como poeta e escritor.
Estou farto de fazer favores.
Dizeis vós tantas vezes:
- faz-me um poema ou até a minha biografia.
Mas eu penso e digo:
- Que grande ironia.
Não respeitando pessoas como eu.
Pensais vós:
-  Que fazer poesia, ou a biografia de alguém.
Sai a qualquer hora, como numa tipografia.
Na verdade vos digo…
Esqueceis-vos, que necessito de razão e inspiração.
A partir daí tudo nasce, com perfeição.

O DESFAVORECIDO...


Que vida a minha…
Mesmo amando  este país.
Sou desprezado…
 Como um falso, irmão.
Vós que lá do alto império.
Ditais as vossas leis.
Penso eu !!
Que não vos deveis esquecer.
Dos revoltados das vossas leis.
Melhor será não pensar…
Quem age, morre a sorrir.
Quem pensa chora.
Caso não possa cumprir …

RAFA


Para mim sempre serás.
Meu querido netinho.
Tu foste o primeiro...
 Meu querido menino.
 Tenho por ti, um enorme carinho.
No meu coração, tens sempre um cantinho.
António Rafael, teu nome.
Rafa, ou Rafinha tanto faz:
- Para mim, sempre serás.
O meu querido menino:
- Este poema eu escrevi, para ti.
Com muito amor e carinho.
No meu coração estás guardadinho.

domingo, 18 de novembro de 2012

RAFAEL


Numa ama tu andas-te.
Quando em Mirandela tu moras-te.
Tua avó Ana te levava.
E o teu avô Zé te ia buscar.
No seu humilde carrinho, a ti e ao Quiquinho.
Logo que algum policia, nos visse.
Logo nos mandava parar.
(Pois o carro só tinha dois lugares.)
Rafinha inteligente, logo dizia:
- Ó senhor guardilha, deixe o meu avô em paz.
Pague-me um chupa-chupa a mim e ao meu mano.
Pois nunca se arrependerá.
No futuro grande homem será.
Como fizer encontrará.
O guardilha sorridente lhe respondeu :
- Saíde do carro e vinde comigo.
Saborear a doçura e afiar os dentes.
A seguir ireis para casa felizes e contentes.

UM OLHAR...


Uma canção, um bem estar.
A seguir um sorriso, como quem diz:
-  Vem amar.
Sem conhecer, basta um simples olhar.
Logo se sente um bem estar.
Mais uma canção, mais um olhar.
Nasce a emoção…
Que bem faz ao coração.
A seguir chega a desilusão.
Pois não houve retribuição.
Por isso, nos faz sofrer e chorar.
E sentir a dor, do coração a apertar.

MIMI (MARIAM CARVALHO)


Hoje dou razão, a um poema que escrevi: ( NO LIMITE).
Nunca tal me aconteceu !!

Uma mensagem de ajuda recebi.
Pena é que já seja velho, seria o primeiro…

Mariam, o teu sorriso é de admiração.

Criança de três anos, com leucemia mioblástica.
Sem que se aperceba do perigo.
Mantem o sorriso e alegria no coração.
Quantas vezes já pensei e disse:
- Deus, Deus deixa as crianças em paz.
Leva os mal feitores e todos aqueles.
 Que todos os dias nos deixam dor.
Pergunto eu a ti Deus:
- Porquê os concebeste?
 para  que logo a seguir padecessem?
Quantos sobram nesta sociedade !!
E tentas tirar a vida a quem sorri.
Por inocência e felicidade.
Deus!!..
 Deus, sou eu que não me importa de partir.
Para que esta criança possa continuar a sorrir.

sábado, 17 de novembro de 2012

CAMISA RASGADA...


A quem é que eu fiz mal?
(Responda quem souber).
De camisa rasgada.
Do pouco que me resta, até divido.
Vivi sempre, em prol do bem.
Ajudando até, quem não reconhece!!
Que gente fria, eu conheço hoje…
Icebergues, que circulam nesta sociedade.
Arrefecendo  o coração .
De quem tanto merece:
- Consideração.
Sou um homem só.
Esqueci-me de mim.
Porquê?
A abundância vem e vai…
Homens acordai.
Pois até os animais.
Reconhecem quem lhe faz bem.

NA VESPERA DE PARTIR


Estou doente, bastante doente.
Mas mesmo assim, sinto-me contente.
Será desta que vou partir?
Sorte a minha, infelicidade a tua.
Assim não tinhas tempo, para cobrir meu corpo.
Com o teu véu de felicidade.
Quem me dera dentro, daquelas tábuas.
Olhar á volta e sentir.
A ausência de quem nunca me amou.
A minha presença, na sua vida sempre ignorou.
Sentir o arrefecimento do meu corpo.
Á medida que a terra fria, o vai cobrindo.
Com o olhar melancólico.
E assim deste mundo.
 Feliz me iria despedindo.

NO LLIMITE...


Quantas lágrimas já chorei.
Ao longo da minha vida…
Quando é que esta circunstância acaba?
Para que não chore mais!!
Dias negros, noites de luar, sem estrelas.
Para que possa passar o tempo a conta-las.
Já não sou ninguém.
Que faço eu aqui?
Pena é, que não possa substituir, a ida de outros.
Que até são felizes e partem.
Pois a minha partida.
 Nem necessitava de mordomias.
Nem saudade deixa a alguém.

NU E CRU...


Quando do cru, alguém nasce.
Dificilmente será alguém.
Duas lutas tem que ter.
- Ignorar a origem e lutar.
Para que alguém, possa ser.
Cultivando-se e entregando-se, a outra sociedade.
Se encostando na dor, para que seja um senhor.
 Mesmo assim, vai sentir e dizer também:
- Hoje entrei, onde nasci.
 Simplesmente para cumprimentar alguém.
Penso eu que seja minha mãe....
Mas não encontrei nimguém!!
Saí nu, como quem nasce.
Na esperança de ser amado, por alguém.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

QUEM VAI AO MAR...


Mar, mar…
Um pescador eu conheci.
 (Diamantino) em Sesimbra.
Do mar fez sua vida.
O mar um dia, seu amor levou.
Pois seu filho, no mar se afogou.
Quando andava a pescar.
 Seu barco naufragou.
 Diamantino, á sua mulher se abraçou.
Dizendo:
-  Mulher, o mar a vida lhe deu, o mar a vida lhe roubou. 
Grande coragem Diamantino teve.
Pois ao mar ele voltou.
E a sua netinha, á sua mulher entregou.
A mulher do pescador, tem sempre o dobro da dor.
Assim é a vida da mulher de um pescador.

POBRE SAPO...


Fui um sapo esturrado, num incendio.
Só sabem que fui.
 Mais um sapo que morreu.
Reconhecido, pela sua carapaça.
Esquecendo-se, do sofrimento.
Do calor e dor que sentiu ...
Até que suas entranhas, fossem carbonizadas.
Melhor seria, que antes fosse considerado.
Do que o seu sofrimento, pela sua morte.
 Fosse recordado.

SENTIMENTO FRIO...


Estou com frio. (25 de julho ).
Todos têm calor.
Que corpo o meu, que sentimento?
Tão diferente, mas tão igual.
  Aos vossos sentimentos.
Quando puros e sinceros.
Vivo no mundo errado.
Onde já não há portas.
Nem janelas, onde qualquer coisa entra.
Sem dó nem piadade.
Sem vos preocupares, quem sou eu...
Ou o que faço aqui.
Assim estou eu, ao sabor do vosso tempo.
Até que o repreendeis.
Ou por vossa vontade lhe dizeis.
Leva-o, pode partir aqui nada faz...
Nem tão pouco, como palhaço nos satisfaz.

SONHOS...


A sonhar, toda a gente sabe.
 Sorrir e até cantar.
Pena é que após o sonho.
 Tenha que acordar.
Visão diferente.
 Pensamento baralhado.
Que arrependimento...
 De ter sonhado.
Mas o sonho não és tu.
 Nem eu que o comanda.
Nasce e desaparece.
 Como um relâmpago.
Fica a sua recordação.
 Sem margem para o repreender.
Ou até abraçar.
 Melhor é nele não voltar a pensar.

O MEU CAMINHO DA VIDA


Um caminho eu conheci !!
Descidas acentuadas.
 Subidas acentuadas também.
Sem espaço para descansar.
Horizontes planos eu vi.
 Mas  nunca os consegui alcançar.
Assim é a verdade do caminhante errante.
Que por mais objetivos que tenha.
 Não os consegue alcançar.
Fica sempre errante...
Na esperança de um dia descansar.
E o seu objetivo alcançar.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TIA SÃO


Tia São pensas que de ti me esqueci !!
Na verdade te digo e com satisfação:
- Só duas tias tive.
Hoje sois a minha família.
Sem gabarito nem ilusão.
Humilde como tu és, sem precisares de te ajoelhares.
Consegues ser o que és.
És estimada pelos teus filhos e sobrinhos também.
Pois por mim já choras-te...
 Mais que as filhas da minha mãe.
Por isso te digo:
- Tia, tia quanto gostava que fosses eterna.
Pois por ti quanto hei-de chorar.
Se tu partires primeiro, leva-me no coração.
Mas se for o contrário:
- De ti eu me lembrarei, para que a ultima lágrima.
 Não seja de dor, mas de amor.

PEQUENO HERÓI


Facto triste a nós nos aconteceu...
Mas Deus pôs a sua mão.
Grande talento o teu!!
Eu criança e tu também.
Á beira rio nós fomos parar:
- Como qualquer criança. ( com oito anos de idade ).
Sem no perigo pensar.
Acompanhados de nossas primas, mais pequeninas ainda.
( Fatinha e Belinha).
Chapiscando na água nós estava-mos.
Heis que de repente e ainda mais inocente.
A Belinha, se mandou para a água.
Chorei tanto como criança que era.
Por tanto amor sentir e ver minha prima se afogar.
Pernas curtinhas ao fundo não chegavam.
Eu chorando, tu herói á água te mandas-te.
Sem medir o perigo, a nossa prima tiras-te.
Sorte a tua e minha também.
Foi por Deus que um cepo ali estava.
Onde te puseste de pé e tanta alegria deste ao Zé.

domingo, 11 de novembro de 2012

PEDRO MIGUEL


Pedro Miguel, seu nome.
De cabelo rapado.
Tal como seu pai.
De grande simpatia.
Lindos olhos ele tem.
É parecido, com sua mãe.
Sorridente e com alegria.
A mesma coisa que dizer.
Meus pais bom dia.
Sejam felizes, por toda a vida.
Na minha companhia.