segunda-feira, 22 de abril de 2013

NEGRA MINHA CHANEL


O lhos melancólicos, sem energia.
Assim está esta cadelinha.
Ser vivo como eu, como tu.
Sentimento terno, sem que nada pense.
Porquê?
Tanto sofre, esta cadelinha.
Que Deus é o vosso!
Que até uma cadela abandona.
Esquecendo o sentimento da sua dona.
Que raiva eu tenho.
De quem não dá a mão, a quem precisa.
Sem amor, não se consegue ajudar alguém.
Com razão, por mim dito.
Pois não tiveste respeito.
Por o ser acima dito.

sábado, 20 de abril de 2013

HOMENS DO POVO...


Homens do povo…
O poeta no meio, sem receio.
Gente de gabarito, sem leira nem beira.
Assim são, os amigos do poeta.
Sem que nada peçam, estão servidos!
Pobre, dos que pedem e nada têm!
Recebem sorrisos, de desprezo e desdém.
Talvez, nunca tivessem sido, alguém…
Ou mesmo, por desconhecimento de alguém.
Tendo sido, não passou por alguém!
A proeza, de ter sido fica a cultura.
No seu intimo e dos outros um dia também…

sexta-feira, 19 de abril de 2013

É TEU DIA...


É teu dia, minha mãe.
Mãe santa, que saudade…
Mãe, quero a tua voz, a tua imagem.
Dia triste para mim.
Talvez dia feliz para ti.
Mãe, mãe porque te abandonei?
Porque me abandonas?
Estas no céu, eu sei.
Vem a mim minha mãe.
Que saudade eu sinto, do teu rosto.
Do abraço, terno que davas.
A, este singelo menino.
Quanto mal, eu te fiz tu sempre perdoando.
 Era o Zezinho do teu coração…
Mãe, mãe vem a mim, sê franca e mostra-te.
Continua, a falar com o teu filho, com amor e carinho.
Como, uma ovelha encosta, ao seu ventre.
 O seu querido filhinho.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

ILUSÃO...


Que tristeza eu sinto, do oportunismo.
Pensais que estou só...
Mas na verdade eu vos digo
Com dignidade e amizade:
- Não estou só, nada tenho...
Mas mesmo assim, amo um ser.
Ana é seu nome.
Não de transparecer, mas com atitudes!
Honesta e de gabarito.
Quem pensa, em conquistar o poeta.
Que se esqueça...
São mentes, sem letra, nem cabeça.
Acordai...!
Para que a ilusão, passe...


terça-feira, 16 de abril de 2013

AUSÊNCIA


A ausência, também a mim me faz mal.
Habituamo-nos a seres e lugares.
Mas quando por prazer.
Tudo é fácil até se goza.
Com os sentimentos, dos outros seres.
Senti-me obrigado, a esclarecer a minha ausência.
Mas não o pude fazer.
Perguntas tu porquê?
Eu te respondo:
-Sacrificado pelo mal, meu corpo foi.
Para mim, longo tempo, para vós trinta dias.
Já voltei e consigo ver aquele caminho.
Que ao acordar, revivi com carinho.
 Caminho de durar.
Pois já deixei a medicação.
Tudo por uma simples operação.
Onde o meu corpo não foi rasgado, mas estimado.
Já vivo, já sou eu.
 Pena, eu tenho ter sido abandonado.
 Por quem vivi e até amei quando conheci.
Mas como vedes já estou aqui.

CHEGUEI...


A esta terra vim parar.
Por algum motivo, teve que ser!
Mas um dia em conversa…
Um velho me disse:  
-O propósito da tua vinda é:
- Nascer, crescer, morrer.
É deixar alguém por amar..!
Mas no céu, um dia hás-de.
Abraçar e amar…

domingo, 14 de abril de 2013

AO POETA


No dia em que o conheci.
E sem nada, a seu respeito saber.
Gostei, de o conhecer.
Quem será este homem?
Que para mim, está a falar?
Acho que algo, me vai ensinar.
Não errei!
Pois, é homem de sabedoria.
E de bastante conhecer.
Sua alcunha, mais certa não podia ser.
(POETA) pois significa, homem amigo.

E de muito saber.

E eu, feliz de seu amigo poder ser.

 

 

Com carinho ao meu amigo (José Augusto Ribeiro)

Autor: Miguel Pólvora

EU,SOU...


Quanto eu queria ser actor.
Eu sou a palavra, lavrada e aberta.
Eu sou a raiz.
Quanto eu penso, nesta frase.
Senti, falei, nada foi reconhecido.
A minha raiz, dizem eles:
- Já morreu.
Que hei-de pensar eu?
Eu sou, aquele que pensa.
Que mata, os vossos sentimentos.
Tristes de hipocrisia.
Quem ama, ama .
Quem não ama, que saia de cima.
Sou uma boca, rasgada e aberta.
Sem dó, do mentiroso, do hipócrita.
Daquele que chora simplesmente.
Quando entra na nossa porta.
Raiva, eu tenho de ter dado e não ter tirado.
Neurónios, rápidos e perspicaz…
Mas todo o conceito, que vos resta.
É de gente que não presta.

SEM ASAS...


Quem me dera ter asas.
Para voar como tu, quando te apetece.
Sina diferente, tive eu.

Eu nasci num divam.
Entre as pernas, de quem ama.
De quem me concebeu.
A natureza, me deu pernas curtas.
Braços curtos também.
Sina deste ser, que assim é.
Sem direito de escolher.
Melhor para os de braços longos e pernas também.
Até conseguem voar e pensar que são alguém.
Que admiração!
Mas de braços curtos e sem pernas para andar.
Prefiro ser assim, não voar.
Depois de te analisar!
É preferível sofrer, que cair no chão e se despedaçar.
Sem que ninguém, o consiga reconhecer ou recordar.

SILÊNCIO...


Silenciai a boca.
Dai direito ao pensamento.
E tereis outro alento.
Quem nasce morre.
Mas quem morre.
Será ou não recordado!
Depende do seu talento.
E do que deixa nesse momento.
Sem dar a conhecer.
O seu pensamento.
Assim termina em silêncio…

DESPEDIDA DE...


Melhor teria sido, não te ter conhecido.
Não é fácil conhecer alguém.
Tantos passam na nossa vida.
Que até aturamos (mas com desdém).
Homem, homem, amor da tua família.
Meu amigo, também.
Já saudade, eu senti da tua filha.
Que considerei como minha filha também.
A seguir há que partir.
Quem parte?
Pois eu sei, tua mulher também.
Mulher de estima e respeito.
Mas que aqui não pode ficar.
Resta-me falar de ti.
Grande amigo.
Dificilmente te voltarei a ver.
Mas na hora da partida se eu chorar.
Não penses que é fantasia.
O poeta chora, e sente.
Porque sabe quem mente.
Ficas no meu coração, como meu irmão.
Obrigado Josué e irmão.
Na despedida um abraço, te hei-de-dar.
A tua imagem sempre, vou recordar.

sábado, 13 de abril de 2013

IREI AO TEU ENCONTRO


Quem parte, deixa e leva uma lágrima.
Deixa a da partida, leva a da saudade.
A dor de partir, a saudade de regressar.
Ainda hoje parti, com saudade de chegar.
 Chorei…
Mãe, mãe, não tenha pressa.
Vou regressar.
Quando a dor for grande e não aguentar.
Eu te irei abraçar.
Nunca quis ficar só, como tu minha mãe.
Espera um pouco.
Vou-te abraçar e continuar a amar.
Para nesse dia relembrar.
 E nossos corações alegrar.
Sê feliz até lá.
Pois o teu filho ainda cá esta.
Obrigado querida mãe.
Por tudo que me deste.
Sempre praticaste o bem.
Sem olhar a quem.

CATARINA

Como quem pensa... !
 Age uma criança.
Sem que se queixe.
 Nem fome tenha.
Um osso rói com prazer.
 Sem nada dizer.
A felicidade de quem maldade não tem.
Sonhai, sonhai, críticos da sociedade.
Melhor seria que fosseis criança.
Da qual ainda hoje tendes saudade.
Mais não digo…
Porque não mereceis.
Sede criança e a felicidade encontrareis.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

MESTRE SILVA...


 Que grande mestre eu conheci.
Do amor, da paz e com sentimento de ajudar.
Gostava eu que o conhecessem.
Homem transmontano, (Valpacense).
Que dá alento e carinho.
 A quem precisa de um miminho.
José Silva (seu nome)
Para prezar e recordar.
Cravo nascido, num canteiro qualquer!
Bem florido, mas por muitos desconhecido.
Com o peito aberto para receber um amigo.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

CARTA A FERNANDA


Venho por este meio sem outro ter.
Agradecer á Fernanda.
A coragem que me tem dado não por atos.
Nunca os quis, nem quero, seja de quem for.
Na verdade eu digo e vai ser guardado nas minhas memórias.
Não como carta de amor, mas uma mulher que merece louvor.
Tantas vezes sem força para escrever.
Nem tão pouco sentir ou ouvir.
Mas alguma coisa, eu reconheço.
Sabeis o que é?
A simples amizade de uma amiga.
Que finca seu pé e me diz:
- Poeta ergue-te, quero ver-te de pé.
As lágrimas podem até rasgar o meu rosto.
Mas esta Fernanda faz viver qualquer ser.
Por amor ao próximo e com muito gosto.
Obrigada Fernanda.
 A parte principal do meu coração é:
- Amizade, amor, respeito e consideração.
Mesmo que um dia morra.
Levo -te no meu coração.