domingo, 14 de abril de 2013

SEM ASAS...


Quem me dera ter asas.
Para voar como tu, quando te apetece.
Sina diferente, tive eu.

Eu nasci num divam.
Entre as pernas, de quem ama.
De quem me concebeu.
A natureza, me deu pernas curtas.
Braços curtos também.
Sina deste ser, que assim é.
Sem direito de escolher.
Melhor para os de braços longos e pernas também.
Até conseguem voar e pensar que são alguém.
Que admiração!
Mas de braços curtos e sem pernas para andar.
Prefiro ser assim, não voar.
Depois de te analisar!
É preferível sofrer, que cair no chão e se despedaçar.
Sem que ninguém, o consiga reconhecer ou recordar.

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