Quem
me dera ter asas.
Para
voar como tu, quando te apetece.
Sina
diferente, tive eu.
Eu
nasci num divam.
Entre
as pernas, de quem ama.
De
quem me concebeu.
A
natureza, me deu pernas curtas.
Braços
curtos também.
Sina
deste ser, que assim é.
Sem
direito de escolher.
Melhor
para os de braços longos e pernas também.
Até
conseguem voar e pensar que são alguém.
Que
admiração!
Mas
de braços curtos e sem pernas para andar.
Prefiro
ser assim, não voar.
Depois
de te analisar!
É
preferível sofrer, que cair no chão e se despedaçar.
Sem
que ninguém, o consiga reconhecer ou recordar.
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