A
ausência, também a mim me faz mal.
Habituamo-nos
a seres e lugares.
Mas
quando por prazer.
Tudo
é fácil até se goza.
Com
os sentimentos, dos outros seres.
Senti-me
obrigado, a esclarecer a minha ausência.
Mas
não o pude fazer.
Perguntas
tu porquê?
Eu
te respondo:
-Sacrificado
pelo mal, meu corpo foi.
Para
mim, longo tempo, para vós trinta dias.
Já
voltei e consigo ver aquele caminho.
Que
ao acordar, revivi com carinho.
Caminho de durar.
Pois
já deixei a medicação.
Tudo
por uma simples operação.
Onde
o meu corpo não foi rasgado, mas estimado.
Já
vivo, já sou eu.
Pena, eu tenho ter sido abandonado.
Por quem vivi e até amei quando conheci.
Mas
como vedes já estou aqui.
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