domingo, 10 de novembro de 2013

INICIO DO FIM

Deitados,numa cama estreita
De roupas brancas.
Onde a privacidade não existe!
Quando correm as cortinas
Ouvis,palavras de conforto...
Mas quando fecham,é aí
Que vos apercebeis
Que estais perto do fim
Mesmo assim alguém diz:
-Hoje,está com melhor aspecto.
(Mesmo que não esteja)
E eu,mesmo ao lado,de cortinas fachadas
Sem que alguém venha e por mim pergunte!!
(Mas há sempre um curioso,que espreita e diz):
-Já da outra vez,aqui estava,não tem alguém?
Com voz tremula eu respondi:
-Ninguém é de ninguém.
As minhas visitas,
Vêem quando eu durmo.
Porque nos meus sonhos,eu sou eu
Consigo ver quem eu quero e ser visto.
Não sei se estou perto de partir
Mas se partir parto a pensar no bem
À cova funda vou ter
Na esperança de minha mãe
Voltar abraçar e ver...

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