Já tantos gráficos e até esquemas
Da vida eu fiz.
Todos se apagam no papel.
Sem qualquer sentido.
Um dia,
Depois de um rascunho fazer,
Para o chão o atirei.
Um velhinho viu.
Baixando-se o apanhou.
Depois de o ler me chamou.
E logo perguntou:
-Quando é que você é feliz?
Respondi:
-Quando alguém me compreender.
Até lá irei vagueando,
Na penumbra das nuvens.
Mais tarde não sei.
Se serei mancebo ou Rei..
Ele disse:
-Vou guardar para mim,
Este simples papel.
Pois envolto num dedo
Serve de anel e recordação.
Nele está escrita,toda uma vida.
E não uma ilusão.
Sem comentários:
Enviar um comentário