quinta-feira, 14 de junho de 2012

Sou tudo e nada


Eu sou sol, chuva que cai no chão molhado.
 Sou aquele que todos querem e a seguir detestam.
Sou uma primavera de nuvens que ninguém deseja, um verão desesperado um inverno inconstante.
 Quem sou eu afinal? Sou  vara bamba, em que todos se apoiam e depois não se seguram.
 Sou tão flexível que cada um apoiado em mim pode ir até onde quiser.
 Mas pobre de mim que acarreto este peso todo até deixar de sentir as patas no chão.
Muitas vezes acordo e penso, ainda existo? que falta de senso de quem nos comanda.
Quanto eu daria para hoje ter um filho e lhe explicar o que é viver, sofrer e desviar-se dos caminhos nus e cruz pelos quais o seu pai já passou e a nada o levou.




Sem comentários:

Enviar um comentário