Eu
sou sol, chuva que cai no chão molhado.
Sou aquele que todos querem e a seguir detestam.
Sou uma primavera de nuvens que ninguém
deseja, um verão desesperado um inverno inconstante.
Quem sou eu afinal? Sou vara bamba, em que todos se apoiam e depois
não se seguram.
Sou tão flexível que cada um apoiado em mim
pode ir até onde quiser.
Mas pobre de mim que acarreto este peso todo
até deixar de sentir as patas no chão.
Muitas vezes acordo e penso, ainda existo? que
falta de senso de quem nos comanda.
Quanto eu daria para hoje ter um filho e lhe
explicar o que é viver, sofrer e desviar-se dos caminhos nus e cruz pelos quais
o seu pai já passou e a nada o levou.

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