Quando canto, sonho, quando sonho, canto.
Se sempre assim fosse, que feliz eu seria.
Mas as cantigas de sonho e os sonhos de cantigas duram pouco.
Porque de momento sou como um arbusto, se apaga a minha mente.
Como quem sente a força rápida de cair a um poço e sem tempo de pensar bate no fundo.
Sonhos, sonhos já eu tive e a lado nenhum me levaram, sou um ser de espontaneidade, vivo minuto a minuto, se tanto.
Sou inconstante, não sei aonde ir e muitas vezes para onde vou, vagueio neste mundo.
(Ou nesta vida como queiram)...
Gostava de ser feliz como tu, como qualquer um que se sente realizado.
Mas nada que eu vejo ou apalpe é significante.
Vivi depressa de mais, penso eu.
Põe-me na encruzilhada e indica-me o caminho.

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