quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MAIS UM ANO !!


Mais uma vez, sem ouro nem prata.
Aqui estou eu:
- Na espectativa que esta quadra passe.
Cada dia um ano, cada ano uma etapa.
Quanto eu gostava que nesta época.
Natalícia pudesse  hibernar.
E acordar se possível, no ano seguinte.
Vaguei-o, vaguei-o…
 Que sorrisos abertos eu vejo.
Quando passo por alguém, que me conhece.
 Que farsa a minha, sorrio também.
Mas nas suas costas vem o choro.
O passar sozinho, sem ninguém.
Já me habituei, todos os anos eu digo:
- jamais chorarei.
Mas o meu tormento é tão forte…
Penso que sempre chorarei.
Nunca fui amado, desde que minha mãe partiu.
Pensava que esse sentimento, já tinha esquecido.
Mas alguém me perguntou:
- Porquê choras?
Eu respondi:
- Andorinha ferida, com vontade de descansar.
Mas seu ninho está destruído.
Sem forças nem saber onde repousar.

AMIGA...


Minha amiga, aqui estou…
Sem sentimento, Natalício.
As palavras faltam-me.
Não gosto de ferir alguém…
Nem que alguém, tenha pena de mim.
Morrerei como todos.
 Que ainda aqui andam.
Mostro o meu sentimento triste, é a minha vida.
Sou eu, mas com muita alegria.
Por saber que todos que conheço, são felizes.
Orgulho meu, quando um dia morrer.
Com um simples sorriso, na despedida.
A ultima palavra, já sou feliz como vós.
Pois já vou partir, com amor e alegria.
Recordai-me!!
 Se possível um dia.
E que vosso coração continue.
Cheio de paz e alegria.

OS MEUS DIAS...


Todos os dias são iguais, mais ou menos…
 Mas dizeis vós:
- Para mim cada dia é diferente.
E só no fim do dia, faço a analise.
Muitos dizem:
- Há manhã já sei o que fazer e para onde vou.
Pena eu tenho, que comigo não seja assim.
Quantas vezes me levanto.
 Por qualquer razão, tudo é diferente do planeado.
Hoje eu deito-me, já não penso.
Mas quando acordo a responsabilidade vem.
Eu vou ao seu encontro.
 Mesmo que pelo caminho, não encontre ninguém.
Quem me dera ser robô, como muita gente é.
Antes de se levantarem.
 Já sabem quem atenderem e o que fazer!!

sábado, 22 de dezembro de 2012

VESPERA DE NATAL


Nesta data todos vós pensais…
Que comprar?
Vosso sentimento se perde.
 No agradar e parecer.
Foi a tia, foi a mãe, foi o pai etc…
Que beleza tão simples.
Basta desembrulhar:
- Mais um ano passou.
- O focinho, alegre ou feio mostrou…
Mas quando se aproxima este dia.
 Que alegria…
Vês querida (o) !!
O tio afinal é amigo, a irmã, a avó etc…
Que alegria e satisfação…
Agora pergunto eu:
- Ao longo do ano.
 Onde estavam vossos corações?
Falso amor, é fácil mostrar num só dia.
Mas ao longo do ano.
 Perdeis um pouco de cada dia.

NATAL NO QUARTEL


Aqui estão-mos nós, pendurados.
 Neste quartel da G. N. R. de Sesimbra.
Cumprindo o dever e para dos mal feitores.
O cidadão proteger.
É dia de Natal:
- Na maioria estão com a família.
Mas nem todas as profissões, são iguais.
Sem revolta, na minha família a pensar.
Assim todos nós de serviço:
- Passamos o nosso Natal e até a cantar.
Trocas existem, noutros casos nem há.
Mas com satisfação…
Cá estamos, para defender qualquer cidadão.
Assim somos nós.
Quando cansados:
- Abrimos a porta, inalamos a brisa do mar.
Nunca esquecendo de vos amar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

FILHO DE QUEM?


Todos nós nascemos…
Uns filhos de Deus, outros do diabo.
Quem é que já cá veio para definir:
- Quando se portam mal, são filhos do diabo.
 Se portam bem, este é mesmo filho de Deus.
Gostava eu de saber:
- Porque o filho de Deus padeceu?
  O filho do diabo é inteligente!!
 Até dá emprego a muita gente.
O filho de Deus coitadinho…
 Limita-se  ao seu cantinho…
Sempre houve alguém que comande alguém.
Os pobres como todos.
 Têm direito á vida e ao bem estar.
Mas não se podem esquecer.
Tem que haver alguém, para os comandar:
-  Melhor seria que este mundo.
 Fosse regido pelo diabo não existia ódio.
 Porque havia trabalho e garantia.
 Deus limita-se há ignorância.
Dos adultos faz uma criança.
 Qualquer analfabeto lhe serve para que ele sorria.
Em qualquer altura do ano, com muita alegria.

CANSADO...


Não me canso de escrever!!
 Mas hoje sinto-me cansado.
Há assim dias, outros há que nada escrevo.
Falta o sentimento, a razão de escrever.
Por aqui hoje vou parar.
Na esperança, de adormecer e amanhã acordar.
Mas senão acordar, sorte a minha.
A estrada chegou ao fim.
Quem me ama, amar-me-á.
Nem que seja como recordação.
Toda a gente, que me acompanha.
Irá no meu coração.
Grande louvor a Deus eu hei-de dar.
Para que vos possa abençoar…

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

JOVEM MÃE


Que jovem me deixas-te.
Mãe eu sei, que não foi o teu querer.
Pois eu sei, que teu Zezinho para ti era rei.
Hoje sou teu rei pequenino.
Quantas vezes tu dizias:
(Ainda eu tinha dentes de leite)
- Sorri querido vem dançar.
Com a mãe e mostrar.
 Que já tens dentinhos também.
Podeis chamar-me louco…
Mas na verdade eu digo:
- Quem me dera, tela ainda hoje.
E não seria velha.
Mesmo que fosse.
 Era a minha mãe, Maria do Amparo.
Onde no seu colo, me iria deitar e descansar.

25 DE DEZEMBRO


Um dia eu ouvi num sermão religioso.
Pai, Pai se for possível, passe de mim este cálice.
Subentendo que seriam pessoas a pedir a Deus.
Porquê pedir a Deus?
Nem seu filho ouviu e a morte existiu!!
 Serei eu?
 O menino que dentro de dias vai nascer.
Penso que sou eu…
E porque não?
Também sou nu e cru.
Porque razão, não me por a mão?

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

LÁGRIMA...


De que valem os bens terrenos?
Já tanto tive e nada tenho…
Mas hoje com o pouco sou rico.
 Antes rico era pobre.
Hoje reconheço, quem me amou e eu desprezei.
Nunca é tarde…
Mas melhor seria ter chorado antes e sorrir hoje.
Para que não houvesse arrependimento.
As lágrimas tardias doem.
As espontâneas, são desabafos que logo passam.
As tardias rasgam o nosso rosto.
Deixam marcas para sempre.
São como a água, que rasga a terra.
E determina o seu próprio leito.
Chorai hoje, para que podeis sorrir há manhã…

NATAL


MÃE, MÃE…
Agora pensas tu:
- Cada um tem a sua recordação.
É principio e fim de uma felicidade.
 Por mais voltas que deia.
Já não consigo encontrar.
Os sabores da alegria.
E um beijo de minha mãe neste dia.
Sorriso aberto:
- Vem a mim meu filho, é Natal.
Neste dia recordo teu nascimento.
Que grande alegria.
Oxalá que um dia te recordes de mim.
Junto á tua família.
Partiste:
 - Não tenho família.
É no papel que desabafo.
Na esperança de no Céu um dia.
Te dar um grande beijo e abraço.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

TRÊS MAIS UM !!


Não me apetece escrever…
Só me apetece ladrar, mas ladrar para quê?
Se ninguém me entende.
Vós não me conheceis, se me conhecêsseis.
Conhecíeis o meu ladrar, como eu conheço.
O ladrar dos meus cães.
Somos quatro em casa.
 Nem eu sei, qual de nós é o irracional.
Se eu choro, seus olhos melancólicos eu vejo.
Mas se eu estou alegre.
 Pulam, saltam e até ás vezes.
A brincar a roupa me rasgam.
 Assim eu gostava que a sociedade fosse!!
De amor rasgar e de tristeza chorar…
Dizei-me vós quem é o irracional?
Sereis vós, ou até eu!!
 Ou os meus simples animais?

PINHEIRO...


Pinheiros, altos outros baixos.
Mas devidamente iluminados.
Só a minha casa, não tem.
Nem altura ou largura.  
Para que esses pinheiros.
 Nela possam ser provisoriamente instalados.
A sua própria iluminação.
 Na minha vista iria fazer destorção.
Como no sentimento de um cão.
Para ele isto nada significa.
 Para mim também não.
Sabeis porquê?
Os pinheiros grandes ou pequenos.
 Com ou sem iluminação.
 Nunca entraram no nosso coração.
 A ternura do seu aroma verdadeiro.
 Ou a sua sombra, onde me deito e descanso.
Que prazer sem que nada lhes diga.
Nem esses pinheiros a mim.
 Fazem de si minha mãe.
 Renovam o olfato saturado.
Estes são os meus pinheiros.
 As estrelas as luzes.
Por isso eu costumo dizer:
- És tu mãe natureza.
Que me conduz e dás luz.

domingo, 16 de dezembro de 2012

PASSAGEM...


O poeta foi convidado, para ir.
Nem ele sabe bem para quê…
chamava-se antes, festa de fim de ano.
Hoje tanto nome tem…
Por isso eu não vou porque tenho medo.
De não ser considerado como alguém.
Tão simples como isto !!
Noite de gastar o que há.
 E muitos o que não têm.
Os que gastam e sem que pensem.
A seguir saem a sorrir.
Mas os que ficaram a dever, no fim da noite!!
Nem a eles próprios, se conseguem reconhecer !!
Fico bem:
- Há anos que me deito.
 Antes da abertura da vossa garrafa.
Mas á  uma da manhã meu despertador, me acorda.
 Ai eu digo, para mim próprio:
- Já passou, fui feliz .
 Nova etapa:
- Mais um ano passou.
Eu ainda aqui estou…

NATAL !!


Noite de Natal se aproxima.
Para vós clara mesmo clarinha.
Estou só e só sem essas luzinhas.
Aqui eu estou.
Já falta pouco  para 24 e 25 de dezembro.
As minhas pálpebras começam a dilatar.
Já sei que nesses dias vou chorar.
Amai a vida e a vossa família.
Eu faria o mesmo.
Mas mais não tenho na mão.
Que o meu próprio coração.
Chorarei, não de inveja por não ter…
Mas porque a minha vida ,só tem dor.
Vou confessar:
- Nessa noite e dia seguinte.
Levanto os olhos ao Céu, na minha imaginação.
Aparece minha mãe, com um véu.
Assim me transporto, para outro dia.
Sem inveja de minguem.
Na esperança de um dia sentir.
Neste dia alguém.

ESPERANÇA DE REGRESSAR


Pobrezinho eu já fui, nem imaginais.
Imigrei para Portugal.
 Na esperança, da minha vida arranjar.
Na verdade algum dinheiro eu arranjei.
 Até para minha família mandei.
Natal é em todo mundo.
 Mas na hora da verdade.
Sinto-me só, neste mundo.
Do outro lado do atlântico.
 Aqui eu estou sentado.
 Numa pedra de jardim .
Que por mim foi plantado.
Olho á volta e vejo:
- Flores murchas, essas sou eu.
Outras bem vivas, são a minha família.
 Que para além do mar, deixei.
Que brevemente eu abraçarei.

PORQUÊ?


Entro na estrada ao volante.
Mas sempre de vagar, passe quem passar.
- Uma coisa eu sei, que vou parar.
Documentos diz o guarda:
-  Por mim, são apresentados.
(A seguir, que tristeza a minha)
-  O seu carro vamos revistar.
 Para que não haja dúvidas.
Conheço tão bem como vós .
O que são drogas ou contrabando.
Nunca entrei nessas, mas mesmo assim.
 Meu carro já várias vezes os forros arrancaram.
Que carro será o meu?
 Ou que aspeto, tenho eu?
 Diz-me tu se souberes?
 Pois agradecido eu fico.
 Pelo menos saberei, se vende -lo !!
Ou se há algum equivoco...

IMIGRANTE FRUSTRADO


Que País este?
Azar o meu, aqui vindo parar!!
Quantos há:
-  Que do mesmo pais aqui vieram parar.
Que felizes eles são…
 Mesmo muitas vezes entrando em desarmonia…
Trabalhando humildemente, o mais que posso.
 Para que a minha família tenha orgulho de mim.
Do outro lado, quase tao longe como o além.
Duvido muitas vezes da minha fisionomia.
Mas quando aqui cheguei .
O meu coração só trazia alegria.
Que triste me sinto hoje.
 Por aqui ter vindo parar.
 Nem consegui arranjar alguém pra amar.
Sinto-me um cão vadio de rua em rua.
 Sem encontrar companhia.
Voltarei ao meu pais brevemente.
 Pois aqui já nada faço…
Minha família irei abraçar.
 Pois é a única, que trago na minha mente.
Já é tempo de ser gente…

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EU... MULHER DA NOITE


Saio de casa , deixando para traz a minha família.
Na esperança de governar a vida.
Para garantir o pão há minha família.
Vós sorridentes, tesos que nem carapaus.
Vindes a nós quando recebeis.
Pensais vós que sois reis.
Sem gabarito e até mal cheirosos.
Olha para o seu amigo e diz:
- Não te metas esta já está no papo.
Veem com histórias de desgraça.
Outros nem histórias têm.
Mas logo pensam que nos conquistam.
Á saída fazem comentários…
Ela gostou de mim, foi ela que me disse.
Na próxima vez que cá venha.
Ela a mim se vai oferecer.
Talvez um desconto me vá fazer.
Homens acordai !!
Pensais vós que nos gozais, que de nós desdenhais.
Pois nós com arte e manha, tudo vós pagais.
E assim eu garanto o pão, que a minha família hà-de comer.
Vendo o meu corpo sim, por amor aos meus.
 Para governar a vida, no fim quem fica gozado sois vós
Pois esta é a profissão mais antiga, é assim que eu ganho a minha vida.

SABER AMAR


Sem que nada me sejam.
Três crianças eu amo.
Em minha casa entraram.
E nunca mais saíram.
Que felicidade a minha…
Agora perguntais vós?
- Mãe , avó, irmã!!
Na verdade vos vou responder:
- Mãe, avó, irmã sei lá…
Sou a Fernanda Fontenit.
Com sentimento, e coração.
Por isso são e serão sempre…
Aqueles que no Natal.
Enchem o meu coração.
Na companhia de meus filhos.
Para que o Natal tenha sentido.
Tal qual uma oração.

APELO...Á MÃE


Diz-me tu o que eu fiz?
 Para tanto sofrer.
Perdi quem mais amei.
Mãe do coração.
Ainda hoje choro por ti.
Que fiz eu a este mundo?
Nada tem razão…
Sem que mal fizesse a alguém.
Chama-me, minha mãe…
Porque aqui.
 Já não sou feliz, com ninguém.

RAFA KIKO E ANDRÉ


Cada qual o mais lindo.
São cravos do meu jardim.
Que eu trato com carinho.
São tudo para mim.
No meu coração, têm um cantinho.
Quando estão perto de mim.
Seus olhos brilham de emoção.
Desde o mais velho ao mais pequenino.
Rafinha o mais velhinho, com oito anos de idade.
Já é um homenzinho.
André o mais pequenino, é um amorzinho.
O do meio, o Kikinho com  muito amor e carinho.
É assim que ele trata o seu avozinho.
Um avô babado, sente-se realizado.
Com o amor destes meninos.
Que são seus netinhos.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

MAL AMADA


Quanto eu sofro.
Sem que ninguém tenha pena de mim.
Porquê?
Rios azuis e transparentes, vós percorreis.
Só o meu é de água turva, onde nem a luz entra.
Deixai-me amar e me sinta em paz.
Triste serás tu mais que eu.
 Quando nesse rio entrares.
Ama o que é teu, deixa os outros em paz.
Sou uma mulher simples e sempre assim serei.
Pois para sempre o meu Zé amarei.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

G.N.R.


Um dia eu pensei !!
Sobre esta gente tenho que escrever.
Como poeta e escritor.
Aqui estou eu, para vos dizer:
- Por mais voltas que dê, a eles eu vou ter.
Pensei até o meu carro, mandar examinar.
Para ver se tinha algum íman.
Vejo tantos a passar.
Mas a mim sempre me mandam parar.
Grandes homens eles são.
Mesmo quando erramos tratam-nos, com civilização.
De tal ordem, que até me esqueço de pedir perdão.
Com um sorriso assim passam a multa.
Entregando-me o papel na mão.( sinónimo de educação.)
Sobre a G.N.R, estou a escrever.
Guarda Nacional Republicana.
Á beira mar plantada.
Na pequena vila de Sesimbra.
Este é o primeiro poema.
Mas mais sobre vós, vou escrever.
Para vos poder agradecer.