Mais uma vez,
sem ouro nem prata.
Aqui estou
eu:
- Na
espectativa que esta quadra passe.
Cada dia um
ano, cada ano uma etapa.
Quanto eu
gostava que nesta época.
Natalícia
pudesse hibernar.
E acordar se
possível, no ano seguinte.
Vaguei-o,
vaguei-o…
Que sorrisos abertos eu vejo.
Quando passo
por alguém, que me conhece.
Que farsa a minha, sorrio também.
Mas nas suas
costas vem o choro.
O passar
sozinho, sem ninguém.
Já me
habituei, todos os anos eu digo:
- jamais
chorarei.
Mas o meu
tormento é tão forte…
Penso que
sempre chorarei.
Nunca fui
amado, desde que minha mãe partiu.
Pensava que esse
sentimento, já tinha esquecido.
Mas alguém me
perguntou:
- Porquê
choras?
Eu respondi:
- Andorinha
ferida, com vontade de descansar.
Mas seu ninho
está destruído.
Sem forças
nem saber onde repousar.



