segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

PINHEIRO...


Pinheiros, altos outros baixos.
Mas devidamente iluminados.
Só a minha casa, não tem.
Nem altura ou largura.  
Para que esses pinheiros.
 Nela possam ser provisoriamente instalados.
A sua própria iluminação.
 Na minha vista iria fazer destorção.
Como no sentimento de um cão.
Para ele isto nada significa.
 Para mim também não.
Sabeis porquê?
Os pinheiros grandes ou pequenos.
 Com ou sem iluminação.
 Nunca entraram no nosso coração.
 A ternura do seu aroma verdadeiro.
 Ou a sua sombra, onde me deito e descanso.
Que prazer sem que nada lhes diga.
Nem esses pinheiros a mim.
 Fazem de si minha mãe.
 Renovam o olfato saturado.
Estes são os meus pinheiros.
 As estrelas as luzes.
Por isso eu costumo dizer:
- És tu mãe natureza.
Que me conduz e dás luz.

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