Pinheiros, altos outros baixos.
Mas devidamente iluminados.
Só a minha casa, não tem.
Nem altura ou largura.
Para que esses pinheiros.
Nela possam ser provisoriamente
instalados.
A sua própria iluminação.
Na minha vista
iria fazer destorção.
Como no sentimento de um cão.
Para ele isto nada significa.
Para mim também
não.
Sabeis porquê?
Os pinheiros grandes ou pequenos.
Com ou sem iluminação.
Nunca entraram no
nosso coração.
A ternura do seu
aroma verdadeiro.
Ou a sua sombra,
onde me deito e descanso.
Que prazer sem que nada lhes diga.
Nem esses pinheiros a mim.
Fazem de si minha
mãe.
Renovam o olfato
saturado.
Estes são os meus pinheiros.
As estrelas as
luzes.
Por isso eu costumo dizer:
- És tu mãe natureza.
Que me conduz e dás luz.
Sem comentários:
Enviar um comentário