Pobrezinho eu já fui, nem imaginais.
Imigrei para Portugal.
Na esperança, da
minha vida arranjar.
Na verdade algum dinheiro eu arranjei.
Até para minha família
mandei.
Natal é em todo mundo.
Mas na hora da
verdade.
Sinto-me só, neste mundo.
Do outro lado do atlântico.
Aqui eu estou
sentado.
Numa pedra de
jardim .
Que por mim foi plantado.
Olho á volta e vejo:
- Flores murchas, essas sou eu.
Outras bem vivas, são a minha família.
Que para além do
mar, deixei.
Que brevemente eu abraçarei.
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