domingo, 16 de dezembro de 2012

ESPERANÇA DE REGRESSAR


Pobrezinho eu já fui, nem imaginais.
Imigrei para Portugal.
 Na esperança, da minha vida arranjar.
Na verdade algum dinheiro eu arranjei.
 Até para minha família mandei.
Natal é em todo mundo.
 Mas na hora da verdade.
Sinto-me só, neste mundo.
Do outro lado do atlântico.
 Aqui eu estou sentado.
 Numa pedra de jardim .
Que por mim foi plantado.
Olho á volta e vejo:
- Flores murchas, essas sou eu.
Outras bem vivas, são a minha família.
 Que para além do mar, deixei.
Que brevemente eu abraçarei.

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